O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que pretende interromper temporariamente a implementação da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional caso seja eleito. Segundo ele, a proposta é suspender a aplicação das novas regras por pelo menos um ano para que um novo modelo seja elaborado.
Durante entrevista concedida à Times Brasil/CNBC, o parlamentar argumentou que o país já atingiu um nível excessivo de tributação, o que prejudica a arrecadação e incentiva práticas de evasão fiscal.
“Vamos suspender a entrada em vigor dela por, pelo menos, um ano, porque já ultrapassamos a famosa Curva de Laffer há muito tempo. Muito tributo, altíssima carga tributária e, com isso, começa a haver sonegação”, declarou.
A Curva de Laffer é uma teoria econômica que sustenta que aumentos sucessivos de impostos nem sempre resultam em maior arrecadação, já que alíquotas elevadas podem reduzir a atividade econômica e, consequentemente, a base tributária.
Na avaliação de Flávio, a reforma aprovada pelo Legislativo não resolve os principais problemas do sistema atual. Para ele, o texto aprovado tende a elevar o peso dos tributos sobre a economia e tornar a estrutura tributária ainda mais complexa.
O senador também defendeu a criação de um modelo que permita a redução da carga fiscal por meio da modernização da máquina pública.
“Temos que buscar uma reforma tributária que seja negativa. A gente consegue, com um governo mais moderno, mais enxuto, usando tecnologia, inteligência artificial, apertando os gargalos de desperdício de dinheiro público, e com isso, vamos conseguir oferecer uma carga tributária mais baixa”, falou.
Flávio Bolsonaro ainda afirmou que alguns segmentos econômicos precisariam receber tratamento diferenciado em uma eventual reformulação do sistema. Segundo ele, determinadas categorias profissionais seriam fortemente impactadas pelas novas regras. “Tem setores que são impossíveis de pagar. Quem é profissional liberal vai pagar quase 40% de imposto”, disse. E mais: Exército dos EUA sobre o PCC e o CV: ‘serão desmantelados’. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução CNN; Fonte: CNN; Times Brasil)
Nunes Marques diz que uma pergunta da AtlasIntel é “capciosa” por questionar qual grupo político está mais envolvido com o esquema do Banco Master.
Segundo o ministro, a pergunta “toma como fato” a existência do esquema e o envolvimento dos grupos políticos. pic.twitter.com/8FLmc3u4Ez
— Sam Pancher (@SamPancher) June 9, 2026

