Urgente: Faria Lima, em São Paulo, é alvo de nova operação

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) uma nova etapa da Operação Carbono Oculto, que investiga a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis.

Batizada de Fluxo Oculto, a fase atual cumpre cerca de 60 mandados de busca e apreensão distribuídos pelos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.




Segundo os investigadores, mesmo após a primeira ofensiva da operação, realizada em agosto de 2025, o grupo criminoso teria mantido e até ampliado suas atividades de lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal.

A apuração aponta que empresários, operadores logísticos e intermediários seguiram atuando no esquema, utilizando novas empresas e estruturas de fachada para substituir aquelas já identificadas em fases anteriores. Em alguns casos, a movimentação financeira de dezenas de postos teria sido centralizada em uma única conta, numa tentativa de dificultar o rastreamento das operações.




De acordo com o Ministério Público, o PCC aparece como beneficiário indireto do fluxo financeiro, inserido em um ecossistema de movimentações ilegais que envolve fintechs e plataformas de pagamento. Os promotores definem esse modelo como uma “convergência criminal”, caracterizada pelo compartilhamento de estruturas financeiras entre diferentes agentes do crime organizado.

A investigação também aponta o uso de instituições financeiras digitais e empresas associadas ao setor de pagamentos, algumas das quais já teriam histórico de irregularidades, além de conexões com operadores identificados como parte do esquema, como Ricardo Romano, citado como ligado à estrutura financeira do grupo.

Os principais investigados seriam Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, apelidado de “Beto Louco”, ambos foragidos desde agosto do ano passado após a deflagração simultânea da Operação Carbono Oculto e da Operação Tank, conduzida pela Polícia Federal.




Segundo o Ministério Público, mesmo com o avanço das investigações, o grupo teria se reorganizado rapidamente, alterado estruturas societárias e mantido o fluxo de recursos ilícitos por meio de fintechs e novas empresas de fachada.

Fintechs e “dutos financeiros” na Faria Lima
O segundo eixo da operação indica que fintechs instaladas na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, continuavam sendo utilizadas para ocultação de recursos ligados ao crime organizado.

Os relatórios de inteligência financeira citados pelos investigadores apontam movimentações suspeitas que somam cerca de R$ 26 bilhões, além da retomada do uso intensivo de plataformas digitais que funcionariam como “dutos financeiros” do esquema.

Para os promotores, houve não apenas continuidade, mas também expansão das operações após a primeira fase da investigação, com abertura de novas empresas e aumento no desvio de nafta utilizada na adulteração de combustíveis.




Outro ponto central da apuração envolve o uso das chamadas “contas bolsão”, mantidas por fintechs em instituições bancárias tradicionais. Nesse modelo, os valores são concentrados em uma única conta, sem a individualização imediata dos clientes finais, o que, segundo o Ministério Público, cria um “ponto cego” para mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.

As autoridades afirmam que essa estrutura teria facilitado a ocultação e a movimentação de grandes volumes de recursos ilícitos dentro do sistema financeiro formal. E mais: Extremista de esquerda é condenada na Alemanha. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: G1)

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