O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, votou nesta terça-feira (15) para que o plenário concentre a sessão no julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A decisão ocorreu durante a análise de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Flávio Dino, com apoio de Gilmar Mendes.
Dino e Gilmar questionaram a decisão de Fachin de assumir a relatoria dos procedimentos relacionados ao Banco Master.
Na avaliação dos dois ministros, a medida contrariaria as regras previstas no Regimento Interno do STF, que determinariam a realização de um sorteio para definir o responsável pelos casos.
Fachin, porém, rejeitou o questionamento e se posicionou contra a redistribuição dos relatórios. Com isso, defendeu que a análise sobre Moraes prosseguisse na sessão desta terça-feira, enquanto os demais integrantes da Corte ainda apresentam seus votos.
Durante o debate, Flávio Dino fez críticas à possibilidade de o presidente do tribunal assumir processos por iniciativa própria. Ao se dirigir a Fachin, afirmou:
“Se nós aceitarmos a avocatória, presidente, nós estaremos abrindo uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania nos tribunais que ninguém vai controlar”.
Na sequência, Dino ponderou que a crítica não era dirigida à intenção pessoal do presidente do STF, mas ao precedente que poderia ser criado. “Vossa excelência é um homem probo, bem-intencionado, mas os homens bem-intencionados também erram”, declarou.
Após o voto de Fachin, ainda restavam as manifestações de sete ministros do Supremo sobre a questão de ordem. O resultado final dependerá da posição dos demais integrantes da Corte.
Fachin reabre sessão do STF e vota para manter casos de Moraes e Mendonça separados.
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— GloboNews (@GloboNews) September 15, 2026
