Dino pergunta a Fachin se tinha visto o ‘vídeo do Porchat’

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Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou nesta terça-feira (15) uma esquete do humorista Fábio Porchat que ironiza a rotina dos jornalistas durante a cobertura da crise que atinge a Corte em meio às investigações relacionadas ao Caso Master. Segundo Dino, a situação retratada na gravação também poderia ser aplicada aos próprios ministros.

Durante a sessão, Dino perguntou ao presidente do STF, Edson Fachin, se ele havia assistido ao vídeo. O magistrado respondeu que não, afirmando que estava ocupado com o trabalho no gabinete.

Na sequência, Dino recomendou que Fachin assistisse à produção e afirmou que a situação apresentada por Porchat era semelhante à enfrentada pelos integrantes da Corte.

No vídeo, Porchat aparece deitado e usando pijama, interpretando um jornalista esgotado diante do volume de trabalho provocado pela cobertura das decisões do Supremo.

A esquete faz referência, entre outros pontos, a quebras de sigilo determinadas durante a noite e às mudanças em decisões judiciais, que obrigariam os profissionais a refazer matérias já preparadas.




“Ninguém aguenta mais quebra de sigilo às 11h da noite. Pelo amor de Deus, eu preciso dormir”, diz o personagem. Em outro momento, o humorista brinca com a dificuldade de acompanhar as alterações determinadas pelo tribunal: “Apuro tudo, checo as fontes, escrevo a matéria. Quando eu vou publicar, o Dino tinha botado o cara de volta. Não dá”.

Ao comentar a gravação, Dino afirmou: “O senhor viu o vídeo do Fábio Porchat?”. Diante da negativa de Fachin, acrescentou: “É um vídeo muito bom, porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado, porque eu estava decretando prisão de gente. É tanta petição, presidente, mas é bom o senhor ver o vídeo”.




Fachin explicou que não havia tido tempo para assistir à esquete porque estava analisando documentos recebidos pelo gabinete.

“Eu não tive tempo, estou vendo os ofícios que chegaram, que são hemorrágicos”, afirmou. Dino então resumiu a comparação feita durante a conversa: “Ele fala dos jornalistas, mas se aplica aos ministros também”.

O comentário ocorreu durante a sessão em que o plenário do STF começou a analisar se Alexandre de Moraes deverá ser investigado por uma suposta troca de mensagens com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.




O caso envolve informações relacionadas às investigações sobre o banco e ganhou espaço na pauta da Corte nas últimas semanas. Assista abaixo!

 

 

 

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