Quase 13 anos após o acidente de esqui que interrompeu a vida pública de Michael Schumacher, novas informações sobre os primeiros momentos do tratamento do ex-piloto vieram a público. Uma reportagem do jornal francês L’Equipe revelou detalhes do esquema de segurança e das restrições adotadas pela família do alemão durante sua internação inicial no Hospital Universitário de Grenoble, na França.
Segundo a publicação, o acesso ao heptacampeão mundial de Fórmula 1 foi extremamente controlado desde sua chegada à unidade de saúde, após o grave acidente ocorrido em 29 de dezembro de 2013, nos Alpes franceses. Apenas três ex-pilotos receberam autorização para visitá-lo naquele período: Felipe Massa, Gerhard Berger e Luca Badoer.
Outros nomes ligados ao automobilismo não tiveram o mesmo acesso. De acordo com a reportagem, o ex-piloto Olivier Panis, por exemplo, chegou a solicitar uma visita, mas não recebeu autorização da família.
O ex-piloto brasileiro Rubens Barrichello também revelou que não foi aconselhado a visitar o ex-colega de equipe por ser bastante emotivo.
Desde o acidente, os familiares de Schumacher mantêm absoluto sigilo sobre seu estado de saúde. A política de privacidade adotada pela esposa do ex-piloto, Corinna Schumacher, continua sendo seguida rigorosamente, limitando as informações divulgadas ao público.
Apesar disso, Felipe Massa já afirmou que recebe atualizações ocasionais sobre a situação do amigo por meio de pessoas próximas ao círculo familiar.
“Tenho uma noção de como ele está, tenho pessoas que são próximas e me passam informação, mas logicamente a gente tem que seguir e respeitar a decisão da família de proteger ele”, declarou Massa em entrevista concedida em 2022.
A relação entre Schumacher e Massa foi construída durante a passagem dos dois pela Scuderia Ferrari, em 2006. Naquele ano, o brasileiro assumiu uma vaga na equipe italiana e dividiu a garagem com o alemão em sua última temporada antes da primeira aposentadoria.
O acidente aconteceu na estação de esqui de Méribel, na França. Após a queda, Schumacher foi socorrido e transportado de helicóptero para Grenoble, onde chegou em estado grave. Segundo informações divulgadas na época, ele apresentava traumatismo craniano severo, edema cerebral e outras lesões decorrentes do impacto.
Diante da enorme repercussão internacional do caso, o hospital adotou medidas excepcionais para preservar a privacidade do paciente. Entre as ações implementadas estavam o uso de pseudônimos nos registros internos, o armazenamento protegido de documentos médicos e a restrição do acesso às informações por parte dos profissionais envolvidos no tratamento.
Após meses de internação na França, Schumacher foi transferido para sua residência na Suíça, onde segue recebendo cuidados médicos especializados. Desde então, apenas familiares e um grupo extremamente reduzido de pessoas próximas têm acesso ao ex-piloto, cuja condição de saúde permanece cercada de discrição e reserva. E mais: CBF vai bancar membros de organizadas no Brasil na Copa do Mundo. Clique AQUI para ver. (Foto: site oficial; Fonte: O Globo)

