O governo dos Estados Unidos passou a adotar novos parâmetros de análise para concessão de vistos de residência, permitindo que pedidos sejam rejeitados com base em obesidade ou na existência de dependentes com necessidades especiais.
A orientação foi enviada às representações diplomáticas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, ampliando o rigor da política migratória promovida pela administração Donald Trump.
O memorando, distribuído no início do mês, determina que consulados devem verificar se o candidato apresenta obesidade em nível capaz de gerar tratamento médico prolongado ou custoso ao sistema de saúde norte-americano.
Também orienta as autoridades a analisarem pedidos de estrangeiros que tenham sob sua responsabilidade filhos ou dependentes com deficiência, doenças crônicas ou que demandem cuidados contínuos, o que, segundo o documento, poderia reduzir a capacidade de inserção no mercado de trabalho.
Segundo informações divulgadas pela KFF Health News, e confirmadas por fonte com acesso ao texto, a regra se aplica exclusivamente a imigrantes que desejam permanência de longo prazo nos EUA, não afetando quem pretende entrar no país para viagens temporárias.
A diretriz reforça o critério já existente de evitar que estrangeiros se transformem em encargo financeiro para o Estado, agora com alcance ampliado.
Em nota oficial, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, declarou que a medida busca proteger os recursos públicos e priorizar interesses internos. Paralelamente ao novo protocolo, Rubio também já havia defendido filtros mais rígidos, incluindo casos ligados a posicionamentos políticos e temas diplomáticos, como declarações relacionadas a Israel.
A decisão reacende um debate sensível envolvendo discriminação, subjetividade e direitos civis. Organizações internacionais alertam que a medida pode afetar candidatos em situação comum em diversos países, além de famílias com dependentes vulneráveis, representando um possível retrocesso humanitário na política migratória norte-americana. (Foto: PixaBay; Fonte: TimesBrasil)
