O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo anunciou uma reformulação nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), trazendo mudanças significativas nos exames práticos e teóricos.
Entre as principais alterações está o fim das faltas eliminatórias automáticas, como derrubar cones durante a baliza ou deixar de sinalizar uma conversão.
A medida segue diretrizes do novo manual da Secretaria Nacional de Trânsito, divulgado no início de fevereiro.
Com a atualização, os candidatos passam a ser avaliados por um sistema de pontuação: cada erro é contabilizado como infração de trânsito, e a aprovação depende de não ultrapassar o limite de 10 pontos.
Outra mudança relevante envolve a tradicional prova de baliza, que deixou de ser obrigatória. Segundo a Senatran, a alteração busca aproximar a avaliação das condições reais enfrentadas no trânsito.
De acordo com o órgão, a baliza “deixou de ser uma etapa obrigatória da prova prática” e a “avaliação deixa de ser sobre uma manobra específica, feita em um espaço à parte e pouco representativa do dia a dia, e observa o condutor em situação real de tráfego”. Além de São Paulo, outros estados também passaram a adotar esse novo formato.
No exame prático, a pontuação segue critérios definidos conforme a gravidade das infrações: leves (1 ponto), médias (2 pontos), graves (4 pontos) e gravíssimas (6 pontos).
O candidato será reprovado caso ultrapasse o teto permitido. O Detran reforça que “Na prática, as condutas observadas durante o exame passam a ser registradas como infrações de trânsito, o que aproxima a avaliação da realidade da circulação nas vias”.
A prova teórica também foi atualizada. O banco de questões passou a ser elaborado pela própria Senatran, com o objetivo de garantir maior padronização nacional, além de manter o conteúdo sempre atualizado.
O formato permanece com 30 perguntas, exigindo ao menos 20 acertos para aprovação, com distribuição aleatória das questões.
Outras mudanças ampliam a flexibilidade para os candidatos. Agora, será possível realizar o exame prático em outro município, caso não haja vagas disponíveis na cidade onde as aulas foram feitas.
Também foi liberada a realização de provas para duas categorias no mesmo dia, como carro e motocicleta — algo que antes não era permitido.
Além disso, o processo passa a contar com mais recursos tecnológicos e de acessibilidade. Pessoas com deficiência poderão utilizar tablets para registro dos resultados tanto na Junta Médica Especial quanto na avaliação prática, tornando o procedimento mais ágil e inclusivo. E mais: Avião com André Mendonça tem decolagem cancelada após falha mecânica. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fontes: O Globo; UOL)

