Carlos critica Moraes após negativa de hospitalização de Bolsonaro

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O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou nessa terça-feira (6) a decisão de Alexandre de Moraes que negou a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital. A manifestação ocorreu após Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça dentro da cela onde está detido, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Em declaração a jornalistas em frente à unidade da PF, Carlos afirmou que a resposta do Estado ao episódio foi inadequada diante do quadro de saúde do pai. Segundo ele, não existe qualquer possibilidade de tentativa de fuga que justificasse a manutenção do ex-presidente na custódia sem atendimento hospitalar imediato.

“Já deveriam ter encaminhado ele para o hospital para dirimir qualquer problema ou então averiguar e sanar qualquer atividade. A impressão que eu tenho é que parece até que estão querendo matá-lo”, declarou. (continua)

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(segue) Na sequência, o ex-vereador comparou o caso de Bolsonaro com o tratamento que, em sua avaliação, seria dado a outros detentos. “Tenho certeza absoluta que se um traficante tivesse batido a cabeça, ele estaria no hospital”, afirmou.

Carlos também disse que a família aguardava a liberação para a realização de exames médicos com base em decisões anteriores do próprio Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, havia expectativa de que o procedimento adotado fosse semelhante ao de episódios passados envolvendo o ex-presidente.

“A gente estava com a expectativa de que ele fosse para o hospital porque em outros momentos ela já foi ao hospital quando aconteceu um acidente, inclusive a própria decisão do ministro do Alexandre de Moraes foi que em caso de emergência ele ser encaminhado diretamente ao hospital e, posteriormente, houvesse a comunicação do ocorrido e tudo seguiria de uma maneira tranquila e dentro da lei”, afirmou, antes de questionar: “E não está acontecendo isso dessa vez por quê?”.



Ao longo do dia, Jair Bolsonaro permaneceu em jejum enquanto aguardava autorização judicial para realizar os exames médicos solicitados pela defesa. No início da noite, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal para preparar uma refeição e levá-la ao ex-presidente.

 

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