A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) compareceu nesta quarta-feira (13) ao Tribunal de Apelações de Roma para uma audiência que poderia definir se ela permaneceria detida ou responderia em liberdade ao processo de extradição para o Brasil. No entanto, a sessão foi interrompida após a parlamentar passar mal pouco depois de chegar ao local.
Uma médica foi chamada para avaliá-la ainda no tribunal, mas o juiz responsável determinou a realização de perícia médica e adiou a audiência para 27 de agosto. Até lá, Zambelli continuará presa.
A defesa aponta que problemas de saúde justificam sua libertação e apresentou um segundo pedido de soltura, reforçando que o governo brasileiro não formalizou pedido de prisão preventiva. Ao deixar o tribunal, advogados da deputada disseram esperar que ela seja liberada “a qualquer momento”.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Poucos dias após a condenação, deixou o Brasil e anunciou estar na Itália.
Durante a audiência desta quarta, a deputada se emocionou e enviou um beijo ao pai, João Hélio, que presenciou sua prisão. Segundo ele, a filha sofre de mais de dez condições de saúde, entre elas a síndrome da taquicardia postural ortostática — distúrbio que afeta o sistema nervoso e provoca aceleração cardíaca, e que já motivou sua internação em 2024.
De acordo com a correspondente do Metrópoles na Itália, Zambelli vestia calça jeans e estava “abatida e bastante magra”. A defesa solicitou acompanhamento médico mais próximo dentro da penitenciária.
O advogado italiano Alessandro Gentiloni, representante da Advocacia-Geral da União (AGU), também acompanhou a audiência a pedido do ministro do STF Alexandre de Moraes. (Foto: reprodução vídeo; Fontes: G1; Metrópoles)
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