Veja como foi a captura de petroleiro clandestino da Rússia por militares dos EUA

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Os Estados Unidos realizaram na madrugada desta quarta-feira (7) a apreensão de dois navios‑tanque com ligações à Venezuela, em operações conduzidas em águas internacionais próximas ao Caribe e no Atlântico Norte. As ações, segundo Washington, fazem parte de um esforço contínuo para impedir o transporte de petróleo venezuelano sancionado e reforçar as restrições impostas pelo governo americano.

Uma das embarcações interceptadas foi o petroleiro Marinera, anteriormente chamado de Bella 1, que navegava sob bandeira russa após semanas de perseguição. O navio foi rastreado pela Guarda Costeira dos EUA e apreendido em cumprimento a um mandado emitido por um tribunal federal norte-americano.




Durante a operação, a embarcação ainda era escoltada por submarinos e navios russos, que não conseguiram impedir a captura. O Reino Unido prestou apoio operacional naval e aéreo à operação, considerado “fundamental” pelas autoridades americanas, em total conformidade com o direito internacional.

Segundo o governo dos EUA, o navio fazia parte de um “eixo russo-iraniano de evasão de sanções” que, na visão americana, contribui para conflitos e terrorismo em várias regiões do mundo.

O segundo navio apreendido, o M/T Sophia, navegava no Mar do Caribe com bandeira panamenha e havia saído recentemente de águas venezuelanas. A embarcação integrava uma frota clandestina conhecida como “frota fantasma”, na qual os navios desligam sistemas de rastreamento para evitar sanções.




As autoridades afirmaram que o navio operava de forma apátrida e que será escoltado até os Estados Unidos para investigação e disposição final. De acordo com a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, ambas as abordagens foram realizadas de forma “meticulosamente coordenada” antes do amanhecer, garantindo a captura segura das embarcações.

Segundo o governo norte-americano, os dois navios haviam atracado recentemente na Venezuela ou estavam a caminho do país, reforçando o controle de Washington sobre exportações de petróleo venezuelano.

Um dos navios, o Bella 1, tentou despistar a perseguição trocando sua bandeira e até alterando o nome pintado no casco, mas a manobra não foi suficiente para escapar da ação americana. O M/T Sophia, por sua vez, transportava petróleo venezuelano com dispositivos de rastreamento desligados, numa tentativa de evitar sanções internacionais. (continua)

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(segue) A Rússia, por sua vez, condenou a ação americana, alegando que viola o direito marítimo internacional. Em comunicado, o Ministério dos Transportes russo afirmou que “a liberdade de navegação se aplica em alto mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados”.

As apreensões ocorrem após o presidente Donald Trump ter imposto, em meados de dezembro, um bloqueio a todos os navios-tanque sancionados com destino à Venezuela, antes da captura do presidente Nicolás Maduro pelas tropas americanas.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reforçou que o bloqueio do petróleo venezuelano continua em vigor em qualquer ponto do mundo. Segundo ele, a operação desta quarta-feira demonstra que o país está comprometido em manter “o bloqueio do petróleo venezuelano sancionado e ilícito em pleno efeito”. (Fonte: SBT)

 

 

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