Candidatos se manifestam sobre suspensão da campanha de Renan Santos

direitaonline




A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs restrições à campanha presidencial de Renan Santos (Missão) provocou reações de outros candidatos e políticos nesta segunda-feira (31).

Flávio Bolsonaro (PL) manifestou apoio a Renan e desejou que o candidato consiga restabelecer sua campanha. O senador aproveitou a ocasião para criticar o bloqueio das redes sociais do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O presidente Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!”, afirmou.

A decisão de Toffoli tem caráter cautelar e foi tomada enquanto o TSE analisa o pedido de registro da candidatura de Renan. Portanto, a medida não representa, neste momento, um indeferimento definitivo da candidatura.

O partido Novo também criticou a decisão e classificou a medida como “absurda”. A legenda, que tem Romeu Zema como candidato à Presidência, afirmou que ministros do Judiciário não devem abusar de suas prerrogativas.




“Não há ameaça maior à nossa democracia do que ministros que abusam do poder. A decisão de Dias Toffoli, que suspendeu a campanha de Renan Santos, é absurda”, declarou o partido.

O Novo também acusou a Justiça Eleitoral de adotar critérios diferentes entre os candidatos. A legenda citou um episódio envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Carnaval do Rio de Janeiro.




“Enquanto isso, Lula fez campanha antecipada com um desfile no Carnaval do Rio, sem sofrer qualquer consequência”, afirmou.

Ronaldo Caiado (PSB), que também disputa a Presidência e é adversário de Renan na corrida eleitoral, adotou posição semelhante. O candidato considerou a decisão “desproporcional” e afirmou que não vê vantagem eleitoral em uma medida que, segundo ele, praticamente interrompe a campanha do concorrente.

“Como candidato adversário, não me sinto beneficiado por uma medida que, a partir de uma controvérsia no procedimento de registro de suas redes sociais, praticamente paralisa sua campanha”, escreveu Caiado nas redes sociais.




Nikolas Ferreira também se posicionou contra a decisão de Toffoli, mas fez uma ressalva em relação à postura anterior de Renan Santos e de seu grupo político. O deputado afirmou que a suspensão estabelece um precedente preocupante, embora tenha criticado o fato de integrantes do Missão terem, segundo ele, apoiado medidas de censura quando os alvos eram políticos de direita.

“A decisão de Toffoli de suspender a candidatura de Renan é preocupante e abre um péssimo precedente. Deixo meu repúdio a essa medida. Mas que fique claro: isso não apaga o fato de que ele e seu grupo comemoraram a censura e a perseguição quando o alvo era a direita e ajudaram a alimentar o monstro que hoje os atinge”, afirmou.




Nikolas disse esperar que o episódio faça o grupo político de Renan rever sua posição sobre decisões judiciais envolvendo liberdade de expressão. Ao final, voltou a defender Flávio Bolsonaro como, em sua avaliação, a principal alternativa para enfrentar o que considera ameaças à liberdade no país.

“Espero que esse episódio sirva para acordá-los para o verdadeiro risco que a nossa democracia corre neste exato momento, especialmente caso Lula seja reeleito. Nesse cenário, o único que representa uma chance real de reverter essa situação e defender a liberdade é Flávio Bolsonaro”, declarou.

 




 

 




 

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Toffoli dá 24 horas para Renan Santos e ameaça indeferir candidatura

Dias Toffoli deu prazo de 24 horas para que Renan Santos (Missão) apresente explicações sobre os perfis utilizados por sua campanha nas redes sociais. O ministro advertiu que o descumprimento das determinações poderá levar ao indeferimento do registro da candidatura à Presidência da República. A decisão foi assinada no domingo […]