Brasileiros detidos em Israel não têm previsão de deportação

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Dos 14 brasileiros presos em Israel após a interceptação da flotilha humanitária Global Samud, apenas um, Nicolas Calabrese, já foi deportado. Em entrevista, ele pediu que o governo petista adote uma postura mais firme para garantir a libertação dos outros 13 compatriotas que continuam sob custódia israelense.

De acordo com a assessoria da deputada Luizianne Lins (PT-CE), uma das brasileiras detidas, as audiências judiciais foram encerradas neste domingo (5), abrindo caminho para o início do processo de deportação, ainda sem data definida.

Em comunicado, a coordenação da flotilha denunciou que os participantes permanecem presos “em condições gravemente precárias, com restrição de água, alimentação e medicamentos essenciais, além de relatos de forte pressão psicológica e até agressões físicas”.

Calabrese chegou a Milão no sábado (4.out), após o consulado italiano em Israel intermediar sua saída e custear o voo até a Turquia, conforme informou a organização Adalah, responsável pelo apoio jurídico aos detidos. À Folha de S.Paulo, ele afirmou:

“É uma violação imensa do direito internacional que [os ativistas] continuem presos, sendo maltratados e sem a possibilidade de tomar banho, alimentar-se dignamente e sair da cela apenas para respirar ar fresco. Precisamos que o governo do Brasil, com a liderança que tem na ONU e em diversos espaços diplomáticos, tenha uma ação mais decidida para libertar todos os brasileiros e todos os tripulantes da Global Sumud Flotilha”.

Representantes do Itamaraty em Israel realizaram uma visita aos presos na sexta-feira (3) e agendaram uma nova para esta segunda-feira (6), segundo informações obtidas pelo jornal. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

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