O ex-presidente Bolsonaro (PL) deu início ao processo de fisioterapia e teve a medicação ajustada para controlar crises persistentes de soluço, segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star, em Brasília. Ele permanece internado em cuidados pós-operatórios após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada sem intercorrências.
De acordo com a equipe médica, além da reabilitação física, foram feitos ajustes nos medicamentos voltados ao tratamento do refluxo gastroesofágico e adotadas medidas farmacológicas preventivas contra trombose. Para este sábado, não estão previstos novos exames ou procedimentos complementares.
O cirurgião Cláudio Birolini afirmou que a operação ocorreu dentro do esperado. “Ele foi submetido à anestesia geral, acordou bem e já está no quarto”, declarou o médico à imprensa.
Apesar da evolução clínica considerada satisfatória, os médicos avaliam a possibilidade de um novo procedimento para conter os soluços, caso o tratamento medicamentoso não apresente resultado.
A alternativa em estudo envolve a anestesia do nervo responsável pelo controle do diafragma, medida que só seria adotada após análise dos riscos, já que pode provocar efeitos colaterais, incluindo dificuldades respiratórias. Uma decisão definitiva deve ser tomada ao longo do fim de semana, com eventual realização do procedimento na próxima segunda-feira.
Bolsonaro está sob custódia desde 22 de novembro, após autorização de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da defesa, para tratamento médico fora da Superintendência da Polícia Federal. O ex-presidente cumpre pena após condenação por liderar a tentativa de golpe de Estado.
No hospital, as visitas seguem restritas. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da enteada Letícia Marianna Firmo da Silva, filha mais velha de Michelle Bolsonaro, com quem o ex-presidente mantém relação próxima. Também estão permitidas visitas da ex-primeira-dama e dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e responde a ação penal no STF.
Já os irmãos de Michelle Bolsonaro não receberam autorização para visitar o ex-presidente. Um dos cunhados, Carlos Eduardo Antunes Torres, era responsável por levar alimentos à Superintendência da Polícia Federal durante o período em que Bolsonaro esteve detido no local. (Foto: STF; Fonte: UOL)

