O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, decidiu não viajar aos Estados Unidos para participar presencialmente do encontro de juízes de Supremas Cortes na Universidade de Yale, marcado para este ano. A informação é da Veja.
A ausência interrompe uma tradição de mais de uma década em que Barroso sempre marcou presença em debates internacionais sobre os rumos da Justiça e da democracia.
O evento, ironicamente, tem como um dos temas centrais a “Erosão da democracia e ameaças às instituições judiciais”.
Embora até o momento não tenha sido oficialmente informado sobre a possível suspensão de seu visto pelo governo americano, o presidente do STF optou por contribuir de forma virtual. Barroso justificou a decisão, destacando que queria estar presente na Corte brasileira durante o desfecho do julgamento da tentativa de golpe de Estado.
Nesta quinta-feira, logo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete envolvidos na suposta ‘articulação golpista’, Barroso fez um pronunciamento.
“O tribunal cumpriu missão importante e histórica de julgar, com base em evidências às quais todos têm acesso, importantes autoridades civis e militares pela tentativa de golpe de Estado. Ninguém sai hoje daqui feliz. Mas a gente deve cumprir com coragem e serenidade as missões que a vida nos dá. É por isso mesmo que eu estou aqui”, afirmou.
O ministro completou: “Acredito que nós estejamos encerrando os ciclos do atraso na história brasileira, marcados pelo golpismo e pela quebra da legalidade constitucional. Sou convencido que algumas incompreensões de hoje irão se transformar em reconhecimento futuro”. (Foto: CNJ; Fonte: Veja)

