Anvisa ordena recolhimento de lotes de sabão líquido Ypê após detecção de bactéria

direitaonline




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (27) o recolhimento de vários lotes de sabão líquido das linhas Ypê e Tixan Ypê, após a constatação de contaminação microbiológica.

Segundo informações obtidas a partir de análises realizadas pela própria fabricante, a Química Amparo Ltda., os testes identificaram a presença da “Pseudomonas aeruginosa”, bactéria associada a infecções cutâneas e, em situações mais severas, a problemas respiratórios e urinários — sobretudo em indivíduos com imunidade comprometida.

A agência também ordenou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e utilização dos lotes envolvidos, medida que permanecerá em vigor até que o risco sanitário seja completamente eliminado. (continua)

LG Black Friday: a LG está com descontos de até 35% em diversos produtos, das mais variadas linhas, nesta black Friday. Veja mais opções!




Ao G1 a Ypê diz em nota: “A Química Amparo informa que a publicação da Anvisa está diretamente relacionada às análises realizadas pela própria empresa. Trata-se de uma medida preventiva e cautelar, aplicada a 14 lotes específicos de lava-roupas. A cia reforça que, segundo a autoridade sanitária e considerando as características normais de uso do produto (diluição em água e ausência de contato prolongado com a pele) o risco ao consumidor é considerado baixo”.

A Química Amparo já havia identificado a necessidade do recolhimento e comunicado ao mercado, com informações divulgadas em todos os canais oficiais da marca.

Quais são os produtos contaminados?
Os sabões líquidos atingidos pela medida são:
– Lava Roupas Líquido Ypê Express – Lotes: 170011, 220011, 228011, 203011, 181011, 169011 (duas ocorrências), 205011 e 176011.

– Lava Roupas Líquido Tixan Ypê – Lotes: 254031 e 193021.

– Lava Roupas Líquido Ypê Power Act – Lotes: 190021, 223021 e 228031.

A Anvisa reforça que esses produtos devem ser imediatamente retirados das prateleiras e não devem ser utilizados em residências, lavanderias ou estabelecimentos comerciais.

A bactéria
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria bastante conhecida na medicina por causar infecções oportunistas, especialmente em pessoas com imunidade baixa. É uma bactéria gram-negativa, comum no meio ambiente — água, solo e locais úmidos. Ela também consegue sobreviver em superfícies hospitalares e equipamentos médicos.




Por que ela preocupa tanto?
Porque é uma das bactérias mais resistentes a antibióticos. Ela desenvolve resistência com facilidade, tornando o tratamento mais difícil.

Quem ela costuma infectar?
Principalmente:
Pacientes internados em hospitais
Pessoas com doenças pulmonares (como fibrose cística)
Queimados
Usuários de ventilação mecânica
Pacientes imunossuprimidos

Tipos comuns de infecções causadas:
Pneumonia hospitalar
Infecções urinárias
Infecções de feridas e queimaduras
Infecções de corrente sanguínea (bacteremia)
Otite externa grave (“otite do nadador”)




Como é tratada?
Com antibióticos específicos — muitas vezes de uso hospitalar — como piperacilina-tazobactam, meropenem, ceftazidima, entre outros, dependendo da resistência.

Por que ela é tão forte
Porque consegue:
Sobreviver em ambientes hostis
Formar biofilmes, que são camadas protetoras
Resistir a muitos tipos de antibióticos

Produto para cabelo
Além dos produtos de limpeza, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes do Smart Hair Micro – Smart GR, fabricado pela empresa Klug Indústria Química e de Cosméticos Ltda.




O item havia sido registrado como cosmético, mas análises apontaram que ele induzia o consumidor a um uso invasivo, ou seja, ultrapassando a camada superficial da pele e dos cabelos.

“Produtos desse tipo não se enquadram na categoria de cosméticos, que só podem ter ação externa e não podem penetrar tecidos profundos”, afirma a agência. Por isso, estavam irregulares no mercado.

A Anvisa proibiu não apenas o uso, mas também a fabricação, comercialização, distribuição e propaganda do Smart Hair Micro. E mais: A nova estratégia da defesa de Bolsonaro para restabelecer prisão domiciliar. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fontes: G1; Anvisa)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Urgente: PGR pede prisão domiciliar a Heleno; Saiba detalhes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar humanitária ao general Augusto Heleno, de 78 anos, condenado pelo STF. O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que decidirá sobre a possibilidade de Heleno […]