Flávio Bolsonaro fala ao New York Times

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ex-candidato à Presidência da República, afirmou que foi o responsável por elaborar o plano para deixar o Brasil e que não pretende revelar os detalhes da operação.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (5) pelo jornal norte-americano The New York Times, a primeira concedida desde sua saída do país, ele declarou que levará as informações “para o túmulo”.

Segundo o parlamentar, a decisão não fazia parte de um planejamento anterior. A iniciativa teria surgido depois que a Polícia Federal (PF) solicitou a entrega de seus passaportes, após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com a reportagem, Jair teria alertado o filho sobre as possíveis consequências da solicitação. “Ele olhou nos meus olhos e disse: ‘Você já sabe onde eles querem chegar com isso, não é?'”.

Flávio afirmou que entendeu o recado e respondeu: “’Estou preparado, sei o que tenho que fazer.’ Virei as costas e fui embora”. O senador garantiu que não contou ao pai sobre os planos para deixar o Brasil.

Ele também atribuiu a organização da viagem a si próprio e à esposa, Fernanda Bolsonaro. Embora reconheça que possui amigos no exterior, negou que outras pessoas tenham participado da preparação. “pode ter havido uma torcida, mas nada além disso”, afirmou.

Durante a entrevista, Flávio voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), que classificou como “politicamente motivado”.

O senador direcionou os ataques especialmente a Alexandre de Moraes.

O parlamentar também retomou os questionamentos sobre as eleições presidenciais. Ao comentar o processo eleitoral, afirmou que perdeu “para o sistema” e voltou a levantar suspeitas de possíveis fraudes, classificando o resultado como “matematicamente impossível”.

Entre os argumentos mencionados estão a prorrogação do horário de votação no segundo turno, os gastos do governo federal durante a campanha e a movimentação nas redes sociais.

“Ninguém pode afirmar com 100% de certeza que estou certo, nem com 100% de certeza que estou errado”, declarou.

Atualmente nos Estados Unidos, Flávio afirmou que pretende manter a articulação política no exterior, em contato com aliados no Brasil, para defender propostas apresentadas durante a campanha eleitoral.

Entre as pautas citadas estão a redução da maioridade penal, que está em discussão no Congresso Nacional, e a revisão das penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o próprio Jair Bolsonaro.

O senador também comentou a postura do presidente norte-americano Donald Trump, que não interferiu nas eleições brasileiras. Flávio afirmou considerar que essa foi “a coisa certa a fazer” e disse que não o culpava pela decisão.

Ao mesmo tempo, agradeceu pela acolhida nos Estados Unidos e manifestou esperança de se reunir com Trump em breve, embora o republicano tenha declarado que não tem planos de encontrá-lo.

Sobre a adaptação da família à rotina nos Estados Unidos, Flávio afirmou que a expectativa é de que a permanência no país seja temporária. Ele, no entanto, não descartou disputar novamente uma eleição no Brasil.

“Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”. E mais: Nikolas Ferreira rebate reclamações de Alcolumbre. Clique AQUI para ver. (Foto: Band; Fonte: CNN)

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