O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) explicou, no sábado (28), por que apoiou o projeto de lei nº 896 de 2023, que inclui a misoginia na Lei 7.716 de 1989.
A proposta, já aprovada por unanimidade no Senado, ficou conhecida como “PL da Misoginia”.
Durante conversa com jornalistas em um evento no Texas, nos Estados Unidos, o parlamentar afirmou que a votação foi uma estratégia política do Partido dos Trabalhadores (PT) para desgastá-lo junto ao eleitorado feminino em ano eleitoral.
“Todo mundo sabe que estamos em ano eleitoral e que essa era uma grande armadilha do PT para mim. Qual a dificuldade de entender isso?”, disse Flávio.
Segundo o senador, o apoio ao texto ocorreu porque ainda haverá análise na Câmara dos Deputados, etapa em que o conteúdo pode ser alterado. Ele alegou que, no Senado, não havia espaço político para propor mudanças antes da votação.
Flávio também demonstrou preocupação com possíveis impactos da proposta sobre a liberdade de expressão, sobretudo nas redes sociais. Para ele, o texto abre margem para interpretações amplas e não garante proteção efetiva às mulheres.
“Você acha que eu ou quem é de direita vai ser a favor de algum projeto que dê instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais? É claro que não, mas tava um circo todo armado”, declarou.
O senador afirmou ainda que espera que a Câmara modifique ou até rejeite o projeto durante a tramitação, reforçando críticas ao conteúdo aprovado no Senado. (Foto: Ag. Senado; Fonte: Poder360)
Estamos em ano eleitoral e o PL da Misoginia foi uma armadilha do PT pra mim. Eu nem ninguém de direita seria a favor de um projeto que dá instrumentos ao governo para censurar a liberdade de expressão. Mas tava o circo armado, diz Flávio Bolsonaro sobre o voto a favor. pic.twitter.com/RbHhFA7RTg
— Pri (@Pri_usabr1) March 29, 2026

