O deputado estadual Felipe Camozzato (Novo-RS) criticou parlamentares de esquerda após a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil com a família.
Durante pronunciamento dirigido a um grupo de deputados estaduais de esquerda, o gaúcho questionou as críticas à viagem e acusou o PT de agir com “hipocrisia” diante da situação do senador.
Camozzato afirmou não ter informações suficientes para dizer se Flávio deixou o país, mas declarou que tomaria a mesma decisão caso estivesse no lugar dele.
O deputado também questionou a ordem judicial para apreensão dos passaportes do senador, que, segundo ele, teria sido expedida poucos minutos após a derrota eleitoral, sem uma condenação criminal.
Ele comparou a situação a episódios históricos envolvendo políticos brasileiros que deixaram o país.
Ao longo do discurso, Camozzato também contestou a avaliação de que o Brasil vive uma situação de normalidade democrática. Ele citou decisões judiciais, a prisão de aliados da direita e restrições à liberdade de expressão de opositores do governo.
O deputado disse ainda temer que suas próprias declarações possam motivar investigações ou medidas contra seu mandato. Ao concluir, voltou a justificar sua posição sobre a saída de Flávio Bolsonaro: “Porque eu sei o que virá. Se ele fica no Brasil, se ele estiver ficado, ele será preso”.
FLÁVIO SAIU DO PAÍS? NÃO SEI, MAS EU SAIRIA!
Enfrentei os deputados de esquerda e fiz a pergunta que eles não querem responder: o Brasil está vivendo uma normalidade democrática?
Como aceitar decisões judiciais controversas, prisões questionadas, mandatos cassados e parlamentares com medo de dizer o que pensam como se tudo estivesse normal?
A esquerda se diz defensora da democracia e dos direitos humanos, mas se cala diante de abusos contra adversários políticos. O Brasil caminha cada vez mais para uma ditadura da toga. E fingir normalidade não vai mudar essa realidade.
— Felipe Camozzato (@felipecamozzato) October 28, 2026

