O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou neste domingo que não foram identificados sinais de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.
A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva na sede da Corte, em Brasília, quando o ministro apresentou um balanço parcial da votação do primeiro turno.
De acordo com Nunes Marques, os documentos produzidos pelos órgãos de segurança e inteligência que chegaram ao tribunal não apontaram qualquer atuação internacional com o objetivo de interferir nas eleições. “Até o momento, não temos um indicativo concreto de interferência internacional”, declarou.
A avaliação ocorre no mesmo dia em que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou não ter encontrado evidências de um plano criminoso relacionado à embaixada dos Estados Unidos.
O presidente do TSE também comentou as filas registradas em algumas seções eleitorais. Segundo ele, situações semelhantes já ocorreram em outros pleitos e não representam, por si só, uma anormalidade. Nunes Marques citou ainda as fortes chuvas no Paraná como um dos fatores que teriam levado parte dos eleitores a comparecer mais tarde aos locais de votação.
“Em relação às seções eleitorais, tudo está funcionando normalmente, todas as urnas. Nós temos geradores e baterias suficientes para concluir todo o processo de votação e transmissão [dos resultados]”, afirmou o ministro.
Sobre problemas registrados em equipamentos durante a votação, Nunes Marques disse que as ocorrências não impediram o eleitor de exercer seu direito de voto. Até o momento do balanço apresentado pelo tribunal, 1.101 urnas eletrônicas haviam sido substituídas em diferentes pontos do país.
Apesar das trocas, o presidente do TSE afirmou que não havia, naquele momento, seções recorrendo ao voto manual. “Não há votação manual no país neste momento”, declarou.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, disse neste domingo (4) que não há nenhum indicativo de interferência estrangeira no processo eleitoral. “Os nossos relatórios não apontam nenhum risco internacional ou do crime organizado”,… pic.twitter.com/vMBs24au1z
— Folha de S.Paulo (@folha) October 4, 2026

