O Brasil foi oficialmente incluído na investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre o incidente envolvendo o helicóptero Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e um avião comercial próximo ao Aeroporto Ronald Reagan, em Washington.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) notificou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para acompanhar as apurações. A participação brasileira ocorre porque a aeronave comercial envolvida é um Embraer E170, fabricado pela brasileira Embraer e operado pela companhia Envoy Air.
O episódio aconteceu em 4 de agosto. Na ocasião, o helicóptero presidencial de Trump passou a pouco mais de 1,5 quilômetro de distância de um avião comercial que havia acabado de decolar do aeroporto da capital americana. A separação entre as duas aeronaves ficou abaixo do padrão estabelecido para esse tipo de operação.
As aeronaves seguiram seus respectivos trajetos e pousaram sem problemas. A Casa Branca afirmou que Trump não correu risco durante o episódio.
A inclusão do Cenipa segue as regras internacionais de investigação aeronáutica. Conforme os procedimentos estabelecidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), o país responsável pelo projeto e fabricação da aeronave envolvida deve ser comunicado e pode participar das apurações.
O caso ganhou novos elementos nesta quinta-feira (27), após a divulgação de um relatório preliminar pelo NTSB. O documento aponta que a torre de controle do aeroporto não recebeu adequadamente o aviso da equipe presidencial sobre a saída do Marine One.
De acordo com a investigação, o helicóptero precisou utilizar um ponto alternativo de decolagem na Casa Branca devido a uma obra realizada na sede do governo americano. O local utilizado apresentava dificuldades na frequência de rádio empregada para a comunicação com a torre.
O procedimento de segurança determina que a equipe responsável pelo deslocamento presidencial comunique a torre do aeroporto três minutos antes da decolagem do Marine One. A partir desse aviso, pousos e decolagens de aeronaves comerciais são temporariamente suspensos para garantir a passagem segura do helicóptero presidencial.
Segundo o relatório, os agentes da Casa Branca fizeram duas tentativas de comunicação com a torre. Na primeira, a mensagem não chegou ao controlador responsável. Na segunda tentativa, o sinal foi recebido de forma interrompida e “completamente inaudível”.
Como o alerta não foi recebido corretamente, a torre liberou a partida do avião comercial. As duas aeronaves chegaram a estabelecer comunicação posteriormente, já durante o voo, quando a tripulação do avião informou aos controladores que mantinha contato visual com o helicóptero presidencial. (Foto: redes sociais; Fonte: G1)

