Quem é o ‘arrependido’ que a Faria Lima pede para ser Ministro da Fazenda de Flávio

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Um jantar realizado na noite desta quinta-feira (27), em São Paulo, aproximou Flávio Bolsonaro (PL) de representantes de peso do mercado financeiro e serviu para discutir possíveis nomes para um eventual governo do candidato.

Durante o encontro, executivos sugeriram que Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, seja escolhido para comandar o Ministério da Fazenda caso Flávio vença a eleição.

A reunião ocorreu na residência de Kayath e contou com a presença da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que também foi mencionada como possível integrante do primeiro escalão.

Segundo relatos obtidos pelo Poder360, participantes defenderam que ela poderia assumir a Casa Civil, e a sugestão foi recebida com aplausos.

Depois da manifestação dos convidados, ainda de acordo com a reportagem, um dos executivos fez uma referência à campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

Naquele ano, o então candidato chamou Paulo Guedes de “Posto Ipiranga”, em uma alusão à ideia de que o economista teria respostas para os principais problemas econômicos do país.




A brincadeira foi retomada durante o jantar para dizer a Flávio que ele teria, em vez de um, dois “postos Ipiranga”, numa referência a Kayath e Daniella Marques.

A presença de Kayath também ganhou um significado particular diante de sua mudança de posicionamento político. Em 2022, o executivo declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou, em entrevista ao Valor Econômico, que Jair Bolsonaro provocava mais instabilidade no mercado do que o petista.




Atualmente, porém, segundo pessoas próximas ouvidas pela reportagem do veículo, Kayath estaria insatisfeito com os rumos da economia e teria se ‘decepcionado‘ com a condução do governo.

Durante a conversa com os representantes do setor financeiro, Flávio também afirmou que não pretende concorrer à reeleição caso seja eleito presidente. A declaração foi interpretada pelos participantes como um indicativo de que o candidato estaria disposto a adotar medidas estruturais e promover reformas econômicas sem ter como prioridade uma nova disputa eleitoral.

De acordo com três pessoas presentes no jantar ouvidas pelo Poder360, a promessa foi bem recebida pelos executivos.




Outro tema discutido foi a elevada rejeição de Flávio entre os eleitores. Questionado sobre como pretende modificar essa percepção, o candidato afirmou que deverá explorar mais fortemente uma característica que considera um diferencial em relação ao pai: uma postura mais conciliadora.

A estratégia deverá ganhar espaço na comunicação da campanha daqui em diante.

Flávio também explicou sua visão sobre a composição de um eventual governo. Ao lado de Daniella Marques, afirmou que a ausência de uma coligação com outros partidos lhe proporciona maior autonomia para escolher os integrantes da equipe, sem precisar acomodar indicações de diferentes legendas.




Daniella foi apresentada novamente como uma das principais auxiliares do candidato, especialmente na estruturação do grupo responsável pela área econômica.

A expectativa é que Flávio anuncie nesta sexta-feira (28), durante entrevista ao Jornal Nacional, mais um nome de sua equipe. A indicação, segundo as informações divulgadas, não será relacionada à área econômica.




Além de Kayath e Daniella, o jantar reuniu executivos e empresários de diferentes setores. Entre os participantes estavam Daniel Goldberg, da Lumina Capital; Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco; Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco; João Camargo, do Esfera Brasil; Christian George Egan, da B3; Gilson Finkelsztain, do Santander; Fernando Antônio Simões, da JSL; Fábio Ermírio de Moraes, do grupo Votorantim; Roberto de Oliveira Campos Neto, do Nubank; Richard Gerdau Johannpeter, da Gerdau; Pedro Pullen Parente, da EB Capital; e José Galló, ex-Renner.

O encontro ocorreu no mesmo dia em que Flávio se reuniu com dirigentes do Bradesco, em Osasco, ampliando a agenda de aproximação do candidato com representantes do sistema financeiro e do setor empresarial.

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