‘O Brasil vai vencer’: Flávio Bolsonaro faz ato inaugural de campanha à Presidência

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Flávio Bolsonaro (PL) abriu oficialmente sua campanha à Presidência da República neste domingo (16), em um ato realizado na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em seu primeiro discurso eleitoral, o candidato concentrou as críticas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e relacionou os temas de soberania nacional, segurança pública e combate ao crime organizado.

Flávio afirmou que o governo petista demonstra disposição para confrontar os Estados Unidos, mas não adota a mesma postura diante das organizações criminosas que atuam no Brasil. A declaração ocorre em meio ao embate diplomático entre Brasília e Washington e à tentativa de Lula de colocar a defesa da soberania entre os principais temas de sua campanha.

“Nós perdemos a soberania. Não temos mais soberania sobre nosso celular, nosso carro, sua bolsa, nossa casa”, declarou o senador.

Durante o evento, Flávio voltou a defender que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas. “Eu vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas. Quem mora em favela controlada pelo crime, pelo CV, vai ter o território devolvido. Para quem acreditou que Lula traria esperança para o povo, essa esperança virou medo”, afirmou.

O discurso também foi marcado por acusações de corrupção contra o governo petista. Flávio citou as investigações envolvendo fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e mencionou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

“É um governo marcado pela corrupção, é Mensalão, roubo do INSS, agora é o Marcolão. A corrupção chegou dentro do gabinete do Lula”, disse.

A referência ao “Marcolão” diz respeito a Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que trabalhou como assessor pessoal de Lula no Palácio do Planalto. Ele deixou a função para participar da campanha de reeleição do petista, mas abandonou o posto após vir à tona que havia recebido um empréstimo de uma empresária investigada por suspeitas relacionadas ao esquema de desvios no INSS.

Outro eixo do discurso foi a situação econômica das famílias. Flávio afirmou que o aumento do endividamento e a perda do poder de compra fazem parte dos problemas enfrentados pela população e utilizou o preço dos alimentos como exemplo.

Ao longo do ato, o senador também buscou reforçar a ligação de sua candidatura com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A campanha adotou o slogan “O Brasil vai vencer”, em uma estratégia que recupera elementos nacionalistas associados à campanha presidencial de 2018.

Flávio pediu que os apoiadores entoassem “volta, Bolsonaro” e afirmou que o ex-presidente, impedido de disputar a eleição, deveria ser homenageado pelos presentes.

“Hoje o presidente Bolsonaro não pode estar aqui com a gente, mas como a televisão está aqui transmitindo, eu quero junto com vocês mandar um recado: imaginem que o presidente Bolsonaro está nos vendo nesse momento, vamos homenageá-lo. Um homem de bem, honesto, incorruptível, que deu seu melhor para o Brasil e foi injustiçado, cantando assim: volta, Bolsonaro”, declarou.

A escolha de Copacabana para o lançamento da campanha reforça a importância do Rio de Janeiro para o grupo político. O estado é considerado um dos principais redutos eleitorais da família Bolsonaro e também concentra parte importante dos planos do PL para as eleições deste ano.

No Rio, o partido trabalha para eleger Douglas Ruas ao governo estadual e lançar Carlos Jordy e Carlos Portinho para as duas cadeiras do Senado. A legenda também aposta na permanência de Sóstenes Cavalcante na Câmara dos Deputados.

Enquanto Flávio discursava no Rio, integrantes do PL reforçavam a presença de Jair Bolsonaro no discurso político. O ex-presidente foi lembrado em diferentes momentos, inclusive em referências à sua prisão e à escolha do filho para disputar a Presidência.

Também houve movimentação bolsonarista em Brasília. Na capital federal, um segundo evento marcou o lançamento das candidaturas de Celina Leão ao governo do Distrito Federal e de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado.

Michelle, que é candidata ao Senado, declarou apoio a Flávio durante seu discurso e reafirmou sua vinculação política com Jair Bolsonaro. A manifestação ocorre no primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2026.

 

 

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