Cinco policiais militares do Distrito Federal condenados por suposta ‘omissão’ durante os atos de 8 de janeiro começaram a cumprir pena nesta quarta-feira (11). A prisão foi determinada por Alexandre de Moraes após o esgotamento das possibilidades de recurso.
Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, os militares se apresentaram à Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).
Após a entrega, eles foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML) para realização de exames e, posteriormente, encaminhados ao 19º Batalhão da corporação, conhecido como “Papudinha”.
No mesmo local estão detidos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres, ambos condenados em processos relacionados à chamada suposta ‘trama golpista’.
Os policiais foram condenados por unanimidade pela Primeira Turma do STF. Entre eles estão os coronéis Fábio Augusto Vieira, que era comandante-geral da PMDF no dia dos atos; Klepter Rosa Gonçalves, então subcomandante-geral; e Jorge Eduardo Barreto Naime (foto em destaque), ex-chefe do Departamento de Operações. Também foram condenados Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos.
Cada um recebeu pena de 16 anos de prisão, além de 100 dias-multa. A decisão também estabelece que os réus, junto com outros condenados pelos episódios de 8 de janeiro, paguem solidariamente R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A sentença ainda determina a perda dos cargos públicos.
Em nota, Mariana Naime, esposa do coronel Jorge Eduardo Naime, criticou a decisão judicial. Segundo ela, trata-se de uma “decisão que permanece cercada de contradições que jamais foram devidamente enfrentadas”. Ela acrescentou que “a história ainda haverá de mostrar, com clareza, quem de fato tentou evitar o pior naquele 8 de Janeiro”.
Ver essa foto no Instagram

