A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (8) uma operação de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar. Segundo advogados da defesa, a ação foi determinada por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tinha como objetivo verificar a existência de armas, munições e documentos relacionados aos equipamentos.
De acordo com os representantes jurídicos de Bolsonaro, nenhum item foi encontrado durante a diligência. A defesa afirmou que já havia informado previamente às autoridades a localização de todas as armas pertencentes ao ex-presidente.
“O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, declarou João Henrique de Freitas, integrante da equipe jurídica de Bolsonaro, em publicação nas redes sociais.
No imóvel estavam Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, Laura. A operação ocorreu poucos dias depois de Moraes determinar a continuidade da prisão domiciliar do ex-presidente por prazo indeterminado.
Na decisão, tomada na sexta-feira (3), Moraes também ordenou que Bolsonaro entregasse todas as suas dez armas, além de suspender a autorização de porte e cancelar os certificados de registro dos armamentos.
Desde então, a defesa vinha sustentando que todas as informações sobre a localização das armas já tinham sido repassadas ao Supremo. Entre os equipamentos citados estava uma pistola recebida pelo ex-presidente como presente de um empresário em 2022, que estava armazenada no Rio Grande do Sul.
A decisão de ampliar a fiscalização ocorreu após uma pistola de Bolsonaro ter sido apreendida com um de seus seguranças no mês passado. O episódio levou Alexandre de Moraes a avaliar a possibilidade de determinar o retorno do ex-presidente ao sistema prisional.
Na ocasião, o ministro afirmou que a posse da arma poderia representar uma “falta grave” e, em tese, justificar a “cessação da prisão domiciliar”. A defesa, porém, argumenta que não houve irregularidade e que a localização dos armamentos já havia sido comunicada previamente ao STF. (Foto: EBC; Fonte: Folha de SP)

