Ortobom é condenada por ausência de mulheres em cargos de gerência

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A empresa Ortobom foi condenada pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 300 mil por ‘danos morais coletivos’ após ser acusada de discriminação contra mulheres na ocupação de cargos de liderança.

A decisão tem como base uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho contra a unidade da empresa em Arapongas, no Paraná, após a constatação de que, em 2022, todas as 22 gerências e duas subgerências eram ocupadas exclusivamente por homens.

O caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde a condenação foi confirmada por unanimidade pela 3ª Turma.

O relator, ministro Alberto Balazeiro, disse que a empresa não apresentou justificativa considerada plausível para a ausência de mulheres nos cargos de chefia.

Na avaliação do magistrado, o cenário chamou atenção especialmente por se tratar de um município com população majoritariamente feminina, o que, na visão dele, reforçaria a necessidade de explicações consistentes sobre o processo de seleção interna.

A decisão também reafirmou o entendimento de que práticas organizacionais devem observar critérios de igualdade de oportunidades, especialmente em funções de liderança.

A Ortobom foi citada no processo como fabricante de colchões com atuação nacional e internacional, com histórico de expansão desde sua fundação em 1969. A empresa possui unidades industriais e ampla rede de lojas no Brasil e em outros países da América do Sul.

Segundo o processo, a estrutura corporativa e o porte da companhia reforçam a responsabilidade de adoção de políticas internas que garantam equilíbrio e diversidade na ocupação de cargos estratégicos.

A condenação foi mantida pelo TST sem alteração no entendimento das instâncias anteriores, encerrando o julgamento na esfera trabalhista superior. E mais: Presidente do STM se manifesta sobre o ‘8 de Janeiro’. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação)

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