Veja o resultado do plebiscito realizado pela Suíça

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Os eleitores suíços rejeitaram neste domingo (14) uma proposta de caráter anti-imigração que previa limitar a população do país a um máximo de 10 milhões de habitantes. Segundo projeção preliminar da emissora pública SRF, cerca de 55% dos votantes disseram “não” à medida, enquanto 45% apoiaram a iniciativa.

A proposta, encabeçada pelo Partido Popular Suíço (SVP, na sigla em alemão), de direita, previa que o governo adotasse medidas para conter o crescimento populacional caso o país se aproximasse do teto projetado para 2040. Isso incluiria restringir a entrada de imigrantes ou incentivar a saída de estrangeiros já residentes no território.

O referendo foi comparado por analistas ao plebiscito do Brexit, no Reino Unido, em 2016. A Suiça não integra a União Europeia.

Após o resultado, representantes do setor produtivo comemoraram a decisão. “Estamos muito aliviados e felizes. É um resultado importante para o nosso país e para nossas relações com a UE”, afirmou a diretora da organização patronal Economiesuisse, Monika Rühl. Governo, Parlamento, sindicatos e grande parte das entidades empresariais já haviam se posicionado contra a proposta.

Os defensores da medida apontam que o crescimento populacional está pressionando a infraestrutura do país, com sistemas de transporte sobrecarregados e aumento dos congestionamentos. Para o SVP, o limite populacional seria uma forma de garantir sustentabilidade.

Com cerca de 41 mil km² — área inferior à de dois estados de Sergipe —, a Suíça tem registrado um crescimento populacional acima da média europeia. Nas últimas duas décadas, a população aumentou aproximadamente 22%, enquanto a média da União Europeia ficou pouco acima de 5%, impulsionada sobretudo pela imigração de mão de obra qualificada.

Atualmente, o país possui cerca de 9,1 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 31% nasceram no exterior, segundo dados do Eurostat. Parte significativa desses imigrantes veio da União Europeia após a adesão da Suíça ao Espaço Schengen, em 2002, acordo que garante livre circulação no continente.

Especialistas alertavam que uma eventual aprovação da proposta poderia afetar diretamente a economia suíça, responsável por atrair empresas internacionais e profissionais qualificados.

Estimativas apontam que estrangeiros representam uma parcela relevante na criação de novos negócios no país. Estudos também indicam que restrições mais rígidas à imigração poderiam reduzir o crescimento econômico nas próximas décadas e impactar o nível de investimentos no curto prazo. E mais: Delação rejeitada de Vorcaro citava Moraes e contrato de R$ 129 milhões. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay)

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