Em meio à sucessão de vazamentos, acusações e disputas narrativas que dominam o cenário político brasileiro, aliados e adversários frequentemente travam batalhas públicas antes mesmo de uma apuração completa dos fatos.
Nesse ambiente de forte polarização, é sempre importante defender a cautela antes de conclusões definitivas, lembrando que denúncias divulgadas em reportagens precisam ser analisadas juntamente com as versões dos envolvidos e eventuais desdobramentos das investigações.
Nesse contexto, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se pronunciou após reportagem do Intercept Brasil apontar supostos repasses milionários do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, baseado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou nesta quarta-feira (13) que seus contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro tiveram como único objetivo a busca de patrocínio privado para a produção do filme Dark Horse, longa-metragem inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A manifestação ocorreu após reportagem publicada pelo portal Intercept Brasil apontar que Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a obra audiovisual.
Em nota divulgada à imprensa, Flávio negou qualquer irregularidade, afirmou que não houve envolvimento de dinheiro público e defendeu a criação de uma CPI para investigar suspeitas envolvendo o Banco Master.
“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou o senador.
Segundo Flávio Bolsonaro, o primeiro contato com Daniel Vorcaro ocorreu em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, ainda não existiam acusações públicas contra o empresário.
O parlamentar também afirmou que as conversas foram retomadas posteriormente devido a atrasos nos pagamentos necessários para a continuidade da produção cinematográfica.
Ainda na nota, Flávio buscou afastar qualquer ligação do projeto com recursos públicos ou incentivos culturais.
“Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou.
O senador também aproveitou o posicionamento para fazer críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e defender a abertura de uma investigação parlamentar sobre o caso envolvendo o Banco Master.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos”, escreveu.
Na sequência, Flávio voltou a sustentar que o financiamento discutido tinha caráter exclusivamente privado.
“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai”, declarou.
O senador também afirmou que sua situação seria distinta da relação entre integrantes do governo federal e Daniel Vorcaro.
“Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, concluiu.
A reportagem do Intercept Brasil revelou diálogos e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro e ao banqueiro envolvendo supostos repasses destinados à produção de Dark Horse. Segundo o portal, parte dos valores teria sido enviada ao exterior por meio de fundos e empresas ligados a aliados do deputado Eduardo Bolsonaro.
CPI DO BANCO MASTER JÁ! Chegou a hora de separar os inocentes dos bandidos pic.twitter.com/GIfU99Acor
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 13, 2026

