Os Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira (1º) a retirada de cerca de 5.000 militares estacionados em território alemão, em um movimento que evidencia o agravamento das relações entre Washington e Berlim.
A decisão está diretamente ligada ao aumento das tensões entre o presidente Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz, especialmente por divergências sobre a condução do conflito envolvendo o Irã. A informação foi divulgada pela agência Reuters.
Atualmente, a Alemanha abriga cerca de 35 mil soldados norte-americanos — o maior contingente dos Estados Unidos em solo europeu. Com a retirada parcial, o número deve retornar aos níveis anteriores a 2022, período em que o então presidente Joe Biden ampliou a presença militar na região após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A redução do efetivo deve ocorrer de forma gradual, com prazo estimado entre seis meses e um ano para conclusão.
O estopim da crise diplomática foi uma declaração de Merz na última segunda-feira (27), quando afirmou que os Estados Unidos estariam sendo “humilhados” nas negociações com o Irã, além de criticar a ausência de uma estratégia clara por parte de Washington. A resposta de Trump veio dias depois, por meio da rede social Truth Social.
“O chanceler da Alemanha deveria dedicar mais tempo a acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia (onde ele tem sido totalmente ineficaz!) e a consertar seu país quebrado, especialmente a imigração e a energia, e menos tempo interferindo com aqueles que estão eliminando a ameaça nuclear do Irã, tornando, assim, o mundo, incluindo a Alemanha, um lugar mais seguro!”, escreveu.
A medida também reflete a estratégia adotada por Trump de privilegiar aliados que ofereçam apoio integral às ações militares dos EUA.
De acordo com informações de bastidores, o governo norte-americano avalia outras possíveis sanções contra membros da OTAN considerados pouco alinhados, incluindo discussões sobre a posição da Espanha na aliança e até uma revisão do apoio à Grã-Bretanha na disputa pelas Ilhas Malvinas.
Ainda segundo a Reuters, o desgaste entre os dois países também está relacionado à crise energética global.
Trump tem criticado a falta de participação naval europeia na tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, que permanece em grande parte bloqueado desde o início dos ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Para o presidente norte-americano, a interrupção no fluxo de petróleo tem provocado instabilidade nos mercados internacionais. E mais: Randolfe agora fala em ‘impeachment’ de Ministros do STF. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

