EUA avaliam expulsar Espanha da Otan

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O governo de Donald Trump estuda possíveis medidas duras contra aliados da Otan que, na avaliação de Washington, não demonstraram apoio suficiente na ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã.

Entre as hipóteses analisadas estão a suspensão da Espanha da aliança e uma eventual revisão da posição americana sobre a soberania das Ilhas Malvinas.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (24) pela Reuters, com base em relatos de uma autoridade do governo americano.

Segundo a publicação, as propostas circulam internamente no Pentágono por meio de troca de e-mails que discutem alternativas para pressionar parceiros da Otan.

Os Estados Unidos, considerados a principal força da OTAN, teriam solicitado apoio dos demais membros — incluindo países europeus e o Canadá — no conflito no Oriente Médio. N

o entanto, segundo a reportagem, aliados recusaram participação direta, alegando não querer se envolver em confrontos com Irã.

Uma das medidas em avaliação seria a tentativa de suspender a Espanha da aliança.

Contudo, especialistas apontam que o tratado que rege a Otan não prevê mecanismos formais para exclusão ou suspensão de integrantes, o que torna a proposta juridicamente incerta.

Outra possibilidade considerada seria uma mudança na posição histórica dos EUA sobre as Malvinas — conhecidas internacionalmente como Falkland Islands.

Atualmente, Washington reconhece a soberania do Reino Unido sobre o arquipélago, apesar da disputa com a Argentina. Uma eventual revisão representaria uma ruptura significativa com aliados tradicionais.

Em resposta às especulações, o governo britânico reafirmou nesta sexta-feira sua soberania sobre as ilhas. A disputa entre Reino Unido e Argentina pelo território é antiga e segue como ponto sensível na política internacional.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, criticou a postura europeia durante coletiva.

“Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam mais do Estreito de Ormuz do que a gente. (…) Eles precisam parar de falar tanto e fazer reuniões chiques, e começar a agir mais”, declarou.

As discussões ainda estão em estágio inicial e não há confirmação de que as medidas serão efetivamente adotadas pelo governo americano.

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) é uma aliança militar criada em 1949, no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial, com o objetivo principal de garantir a defesa coletiva entre seus países membros.

Isso significa que, se um dos integrantes for atacado, os demais podem agir em conjunto para defendê-lo.

O acordo foi inicialmente firmado por países da Europa Ocidental, além dos Estados Unidos e do Canadá, como forma de conter a influência da então União Soviética durante a Guerra Fria.

Atualmente, a Otan reúne dezenas de países da Europa e da América do Norte e atua não apenas na defesa de seus membros, mas também em missões de segurança internacional, combate ao terrorismo e gestão de crises.

Seu princípio mais importante é o Artigo 5º do tratado, que estabelece a defesa coletiva. Ao longo das décadas, a aliança se expandiu e passou a ter papel central em conflitos e operações militares internacionais, mantendo forte influência na geopolítica global. (Foto: redes sociais; Fonte: G1)

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