Programa de Lula não empolga e tem adesão mínima no país

direitaonline




Lançado como uma das principais apostas do governo para ampliar o acesso ao crédito habitacional, o programa Reforma Casa Brasil registrou adesão muito abaixo do esperado nos primeiros meses de operação.

Reportagem do portal Poder360 com dados da ‘Lei de Acesso à Informação’ mostram que, dos R$ 30 bilhões previstos, apenas R$ 1,017 bilhão foi efetivamente demandado até o início de abril — o equivalente a apenas 3,4% do total disponível.

A iniciativa, coordenada pela Caixa Econômica Federal, foi estruturada para atender famílias de baixa e média renda com condições facilitadas de financiamento.

O modelo prevê duas faixas principais: uma voltada a quem recebe até R$ 3.200 mensais e outra para rendas de até R$ 9.600.

Ambas contam com subsídio público, com recursos oriundos do Fundo Social, abastecido majoritariamente por royalties do petróleo.

Inicialmente, as taxas de juros variavam entre 1,17% e 1,95% ao mês — patamar inferior ao praticado no mercado. Diante da baixa procura, o governo decidiu reduzir ainda mais os encargos e estuda reformular os critérios de renda para ampliar o público-alvo.

Apesar das mudanças, o alcance do programa segue limitado. Entre novembro e 2 de abril, apenas 63.111 contratos foram firmados.

A maior concentração está no Nordeste, com 33,6% das operações, seguido pelo Norte (27,7%), Sudeste (22,9%), Sul (9,0%) e Centro-Oeste (6,9%).

A região nordestina, tradicional base eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera a adesão, mas os números ainda estão distantes das metas traçadas pelo Planalto.

O desempenho aquém do esperado representa um obstáculo para a estratégia política do governo, que vê no programa uma ferramenta para melhorar a popularidade antes das eleições de outubro.

Na prática, o baixo volume de crédito indica que os recursos ainda não chegaram ao público pretendido.

Outro ponto de atenção envolve o risco financeiro da iniciativa. O programa oferece crédito de longo prazo para um público considerado de maior risco, o que levanta preocupações sobre inadimplência. E mais: Senado aprova regulamentação do ‘cacau no chocolate’. Clique AQUI para ver. (Foto: Palácio; Fonte: Poder360)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

A marca de relógio que superou a Rolex em valorização

Durante anos, investir em relógios da Rolex foi visto como uma escolha quase óbvia para quem buscava valorização no mercado de luxo. Um novo levantamento, no entanto, mostra que esse cenário começa a mudar — e aponta uma nova protagonista nesse segmento. Dados recentes da Chrono24 revelam que a Cartier […]