Com o fim da janela partidária, o cenário inicial da corrida presidencial indica um grupo mais enxuto de candidatos com presença garantida nos debates em TV e rádio.
Caso confirmem suas candidaturas, terão participação obrigatória Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro, além dos ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, e o escritor Augusto Cury.
Se esse quadro se confirmar, a disputa terá o menor número de debatedores desde 2010. Naquele ano, Dilma Rousseff concorreu com apoio de Lula e enfrentou José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio.
Já em 2018, o cenário foi oposto: houve maior fragmentação, com oito candidatos participando dos debates após a ausência de Lula, que acabou substituído por Fernando Haddad.
Pelas regras eleitorais, emissoras são obrigadas a convidar candidatos de partidos que tenham ao menos cinco representantes no Congresso Nacional.
Nesse contexto, o grupo atual não inclui o ex-deputado Cabo Daciolo, filiado ao Mobiliza, que ainda avalia disputar outro cargo, como o governo do Amazonas ou o Senado.
Conhecido por declarações inusitadas, ele ganhou notoriedade em 2018 ao protagonizar momentos curiosos — inclusive ausências em debates para períodos de jejum e oração.
Apesar do perfil considerado folclórico, integrantes de campanhas avaliam que sua presença poderia ampliar a audiência, atraindo públicos que normalmente não acompanham esse tipo de programa. Também ficam fora da obrigação de convite nomes de siglas menores, como Aldo Rebelo, Hertz Dias, Samara Martins e Rui Costa Pimenta.
Outro caso é o de Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), que só participará dos debates caso seja convidado pelas emissoras — hipótese que pode gerar reação de adversários.
Em pesquisa recente do Datafolha, ele aparece com 3% das intenções de voto, em empate técnico com Zema (5%) e Caiado (4%), enquanto Lula lidera com 39% e Flávio Bolsonaro tem 33% (no primeiro turno). No segundo turno há empate técnico em diversos institutos, com leve vantagem de Flávio.
A confirmação oficial das candidaturas ocorrerá a partir de 20 de julho, durante as convenções partidárias. Já o prazo para filiação de políticos interessados em disputar a eleição foi encerrado no último sábado (4).
Até o momento, cinco partidos atingem o critério mínimo de representação no Congresso e já lançaram pré-candidatos: PT, PL, PSD, Novo e Avante.
O partido Novo conta com cinco deputados e um senador, enquanto o Avante conseguiu manter o número mínimo após ajustes durante a janela partidária.
A sigla oficializou no domingo (5) o nome de Augusto Cury, conhecido por obras de autoajuda como a série “O Vendedor de Sonhos”. O pré-candidato pretende se apresentar como alternativa ao cenário polarizado, defendendo uma campanha focada em propostas.
Segundo ele, a ideia é disputar com um discurso de “furar a polarização” e centrado “100% em projetos e 0% em ataques pessoais”. E mais: Filme de Bolsonaro com ator de ‘A Paixão de Cristo’ tem novo pôster e data de estreia. Clique AQUI para ver. (Foto: Band; Fonte: Folha de SP)

