O relatório final da CPMI do INSS, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), inclui um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O documento aponta risco de fuga e levanta preocupação quanto à aplicação da lei penal, após o empresário ter deixado o Brasil durante uma operação da Polícia Federal.
Com mais de 4 mil páginas, o relatório está sendo lido na comissão e deverá ser submetido à votação em seguida. O texto recomenda que a Advocacia do Senado leve à Justiça a solicitação de prisão, citando “indícios concretos de evasão”.
De acordo com o documento, Lulinha reside na Espanha desde 2025. A saída do país teria ocorrido durante a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril do ano passado, quando ele se mudou para Madri.
O relator também sustenta que o empresário teria participação no esquema investigado, sendo beneficiário de vantagens indevidas relacionadas a fraudes em descontos de aposentadorias e pensões.
O texto afirma ainda que ele mantinha ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como líder da organização criminosa, e que teria “integrado a organização criminosa investigada”.
Entre os supostos benefícios recebidos estariam viagens e pagamentos. O relatório menciona “viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes”, além de outros valores identificados pela Polícia Federal.
Ao comentar o conteúdo, Alfredo Gaspar afirmou que o trabalho da comissão não tem viés político. Segundo ele, a análise foi feita com base em critérios técnicos.
“Exige-se responsabilidade e eu estou tendo essa responsabilidade”, declarou. Ele também disse que a CPMI não está “trazendo narrativa para governo A ou governo B”.
O parlamentar se filiou recentemente ao PL, após deixar o União Brasil, a convite do senador Flávio Bolsonaro (PL), que desponta como um dos principais adversários de Luiz Inácio Lula da Silva no cenário eleitoral.
Além do filho do presidente, o documento pede o indiciamento de 218 pessoas, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o próprio Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador central do esquema. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

