Com o petróleo chegando a US$ 120 nesta segunda-feira, a defasagem dos combustíveis no Brasil atingiu níveis inéditos. Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que, a Petrobras vende o diesel no país com defasagem de 85% em relação ao mercado internacional. No caso da gasolina, o preço no Brasil está 49% abaixo da paridade internacional.
Segundo Sérgio Araújo, presidente da Abicom, a elevada defasagem tem deixado o mercado “desorientado”. “Espero que haja algum reajuste”, afirmou.
Apesar de a Petrobras não ter alterado seus preços recentemente, os combustíveis já começaram a subir nos postos após o início da guerra, já que cerca de 10% a 30% do consumo no país é atendido por importações, cujos valores acompanham a cotação internacional do barril.
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que, na média nacional, o preço da gasolina vendida nos postos passou de R$ 6,28 na última semana de fevereiro para R$ 6,30 na semana encerrada em 7 de março.
A alta foi de 2 centavos, ou 0,33%, e representa o primeiro aumento desde a semana de 11 de janeiro, quando o combustível subiu de R$ 6,29 para R$ 6,32 na média do país.
No mesmo período, o diesel passou de R$ 6,03 para R$ 6,08 por litro, aumento de 5 centavos, equivalente a 0,83%. Foi o primeiro avanço desde a semana de 4 de janeiro, quando o preço médio havia passado de R$ 6,02 para R$ 6,05.
Na semana passada, durante conferência de resultados financeiros de 2025, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal evita repassar a volatilidade do mercado internacional ao consumidor brasileiro. E mais: Moraes rebate colunista de ‘O Globo’. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: o Globo)

