A montadora de veículos de luxo Aston Martin comunicou nesta quarta-feira (25) que pretende reduzir em até 20% sua força de trabalho. A decisão ocorre em meio ao agravamento dos resultados financeiros da empresa, afetados principalmente pelas tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos e pelo enfraquecimento da demanda na China.
Segundo a companhia, o plano pode resultar no desligamento de aproximadamente 600 funcionários. Atualmente, a Aston Martin mantém cerca de 3 mil empregados.
A empresa atravessa um período prolongado de instabilidade financeira, apesar do forte apelo de sua marca no mercado internacional.
O prestígio global da montadora foi impulsionado ainda nos anos 1960, quando o modelo DB5 ganhou projeção mundial ao se tornar o carro do personagem James Bond, aparecendo em nove produções da franquia cinematográfica do agente secreto britânico.
Em declaração oficial, o diretor-executivo do grupo, Adrian Hallmark, afirmou que o cenário econômico internacional tem pesado sobre as vendas. “A demanda dos consumidores foi impactada pelo aumento das incertezas geopolíticas e pelos desafios macroeconômicos, sendo o mais notável deles a introdução de tarifas elevadas tanto nos Estados Unidos quanto na China”, disse.
Diante desse contexto, a Aston Martin informou que decidiu restringir as exportações para os Estados Unidos nos meses de abril e maio, enquanto aguardava um acordo comercial entre Washington e o Reino Unido.
Com o entendimento, as sobretaxas foram reduzidas de 27,5% para 10%, dentro de um limite anual de 100 mil veículos, medida que a empresa espera que ajude a aliviar parte da pressão sobre seus custos.
A Aston Martin, oficialmente denominada Aston Martin Lagonda Limited, é uma tradicional fabricante britânica de carros esportivos de luxo, com sede em Gaydon, no condado de Warwickshire.
O nome da marca tem origem na junção do sobrenome de um de seus fundadores, Lionel Martin, com uma referência à colina de Aston Hill, localizada próxima à vila de Aston Clinton, em Buckinghamshire.
Entre 1994 e 2007, a montadora integrou o grupo da Ford Motor Company, passando, a partir de 2000, a fazer parte do Premier Automotive Group, divisão criada pela Ford para concentrar suas marcas de luxo.
Esse período marcou uma fase de expansão global da Aston Martin, com investimentos em tecnologia e ampliação de sua presença internacional.
Em 12 de março de 2007, a fabricante voltou a ser independente após ser adquirida por um consórcio liderado por David Richards, presidente da Prodrive. O grupo desembolsou cerca de 475 milhões de libras pela compra da montadora, encerrando o vínculo com a Ford.
Já em 31 de janeiro de 2020, a Aston Martin anunciou uma nova mudança relevante em sua estrutura acionária. O bilionário e investidor canadense Lawrence Stroll (pai do piloto deFórmula-1 Lance Stroll) liderou um consórcio que investiu 182 milhões de libras para adquirir uma participação de 16,7% na empresa, movimento que marcou o início de uma nova fase estratégica para a histórica fabricante britânica. E mais: PL protocola megaimpeachment de Ministros de Lula. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Metrópoles)

