Delação do dono do Master ‘cada vez mais próxima’, diz jornalista

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A operação deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal aumentou significativamente a pressão sobre o banqueiro Daniel Vorcaro. A análise é do jornalista Cláudio Dantas. Assista ao fim da reportagem.

A ofensiva foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tem como foco o núcleo familiar do investigado.



Entre os alvos estão o pai, a irmã e o cunhado de Vorcaro, apontados pelos investigadores como possíveis instrumentos de ocultação de patrimônio.

Na visão do jornalista, a PF trabalha com a hipótese de que a inclusão de familiares no inquérito possa fragilizar o banqueiro e levá-lo a negociar um acordo de colaboração premiada.

Um dos principais objetivos da nova fase da operação é a apreensão de celulares dos parentes, na tentativa de acessar informações que não foram obtidas diretamente do aparelho de Vorcaro.

Até o momento, os investigadores não conseguiram romper a criptografia do telefone do banqueiro, o que elevou a aposta em provas indiretas. (continua)

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A decisão de Toffoli também tem efeito político e institucional, ao reduzir críticas de que o ministro estaria tentando blindar o caso ou interferir em órgãos como o Banco Central e o Tribunal de Contas da União.

No mesmo despacho, o magistrado determinou o bloqueio de até R$ 5,7 bilhões em bens pertencentes a familiares de Vorcaro e a outros empresários investigados.

Entre os nomes citados estão o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-CEO da gestora Reag, ambos suspeitos de envolvimento no esquema de fraude financeira.

Apesar da expectativa em torno de uma possível delação, interlocutores do caso avaliam que ainda há incertezas sobre o destino e o uso de informações sensíveis, já que Toffoli concentra o controle dos desdobramentos da investigação.

Na véspera, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar supostos vazamentos de dados fiscais envolvendo sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e Roberta Rangel, ex-companheira de Toffoli.

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