De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, 88% da energia elétrica produzida no país teve origem em fontes como solar, hídrica, biomassa e eólica.
Entre elas, a geração hidrelétrica permanece como a principal responsável pelo fornecimento de eletricidade no Brasil. Segundo o mesmo levantamento, as usinas dessa matriz responderam por cerca de 55% de toda a produção nacional, mantendo seu papel central no sistema elétrico brasileiro.
Embora espalhadas por diversas regiões, as hidrelétricas não estão distribuídas de forma homogênea. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que Minas Gerais lidera o ranking dos estados com maior número de empreendimentos desse tipo, desconsiderando as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).
O estado conta com 53 usinas, que somam aproximadamente 12,5 mil megawatts (MW) de potência outorgada.
Na sequência aparecem São Paulo, com 42 usinas, e Goiás, com 18. Rio Grande do Sul (17), Paraná (16), Mato Grosso (14), Santa Catarina (12), Bahia (10), Pará (5) e Rio de Janeiro (5) completam o grupo dos dez estados com mais hidrelétricas em operação no país. (continua)
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(segue) A concentração de usinas em Minas Gerais, São Paulo e Goiás é explicada por uma combinação de fatores, como a ampla rede hidrográfica, condições geográficas favoráveis e o histórico de industrialização dessas regiões.
No entanto, o número de usinas não reflete, necessariamente, o peso de cada estado na geração de energia. O indicador mais relevante é a capacidade instalada, que considera o volume efetivo de eletricidade que pode ser produzido.
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Nesse critério, o Pará ocupa a primeira posição nacional, com 22,33 mil MW de potência fiscalizada, o equivalente a 21,63% da capacidade hidrelétrica do país.
O Paraná aparece em segundo lugar, com 15,03 mil MW (14,56%), seguido por São Paulo, com 14,51 mil MW (14,06%), e Minas Gerais, com 12,59 mil MW (12,19%).
Rondônia (7,61 mil MW), Bahia (5,61 mil MW), Goiás (5,39 mil MW), Rio Grande do Sul (4,81 mil MW), Sergipe (3,16 mil MW) e Santa Catarina (2,76 mil MW) completam o ranking dos dez estados com maior capacidade instalada.
O desempenho do Pará se explica pela presença de grandes empreendimentos, como Belo Monte, no rio Xingu, e Tucuruí, no rio Tocantins. Já o Paraná se beneficia da parcela brasileira de Itaipu, uma das maiores hidrelétricas do mundo.
A análise dos dados evidencia a diversidade do parque hidrelétrico nacional. Enquanto alguns estados concentram um grande número de usinas de menor porte, outros apostam em projetos de grande escala, capazes de atender uma parcela significativa da demanda elétrica do país. (Foto: EBC; Fonte: Exame)

