A defesa de Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (6) que ele não acessa sua conta no LinkedIn desde setembro de 2024, período posterior à saída da prisão preventiva e ao início do cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo os advogados, o último acesso registrado não foi realizado por Martins, mas por um advogado contratado para atuar em processos judiciais do ex-assessor nos Estados Unidos. A defesa sustenta que a informação é comprovada por um relatório da própria plataforma, que aponta que o login ocorreu a partir de um endereço de IP localizado em território norte-americano.
Os representantes legais argumentam ainda que a decisão judicial que restringiu o uso de redes sociais determinava apenas a proibição de publicações, com previsão de multa em caso de descumprimento, sem vedar o simples acesso às contas nem estabelecer prisão automática como sanção. (continua)
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(segue) De acordo com a defesa, o relatório também indica um acesso em janeiro de 2026, que teria sido feito exclusivamente por um dos advogados para levantar o histórico de entradas na conta. “Nem Filipe Martins nem nós da defesa acessamos o LinkedIn, o que está provado aqui”, afirmou o advogado responsável.
Filipe Martins foi preso preventivamente no início deste mês por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Na decisão, o magistrado afirmou que o ex-assessor teria utilizado redes sociais em descumprimento das medidas impostas e que essa conduta justificaria a decretação da prisão preventiva. “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas”, escreveu Moraes.
Nesta terça-feira, a defesa classificou a decisão como “abuso de autoridade”, ao sustentar que as explicações apresentadas não foram consideradas e que a prisão foi determinada sem manifestação prévia da PF (Polícia Federal) e da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Martins foi condenado a 21 anos de prisão, mas o processo ainda não transitou em julgado. Antes da nova decisão, ele cumpria prisão domiciliar sob a justificativa de evitar risco de fuga. Com a medida recente, voltou ao regime de prisão preventiva.
Moraes prendeu Filipe Martins:https://t.co/9MU2zrGr7C base em uma comunicação falsa de acesso à rede social;
2.Sem prova e sem ao menos perícia no documento enviado por e-mail por um ex-coronel aposentado da Força Aérea;
3.Sem pedido da PF e da PGR;
4.Sem sequer ouvir o PGR.… pic.twitter.com/3kx83nemOL— Jeffrey Chiquini (@JeffreyChiquini) January 6, 2026

