A Polícia Federal oficializou nesta sexta-feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, o encerramento do afastamento de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da corporação. Com a decisão, o órgão determina que ele retorne imediatamente às funções, sob risco de sofrer “providências administrativas e disciplinares cabíveis” em caso de ausência sem justificativa.
A medida foi adotada depois de Eduardo perder o mandato de deputado federal, em razão de faltas sucessivas às sessões presenciais da Câmara. O parlamentar deixou o país e viajou para os Estados Unidos, onde permanece, o que resultou na perda do cargo no Legislativo.
Enquanto exercia o mandato, Eduardo Bolsonaro estava legalmente afastado da Polícia Federal, conforme prevê a legislação para servidores eleitos. No entanto, com o fim da atividade parlamentar, a autorização perdeu validade. De acordo com o ato administrativo, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas da PF, Licínio Netto, o afastamento foi considerado encerrado em 19 de dezembro de 2025. (continua)
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(segue) O documento estabelece que o retorno ao cargo efetivo deveria ocorrer de forma imediata, com lotação na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ). A PF não informa se houve solicitação de nova licença, exoneração ou qualquer outro tipo de afastamento. O texto apenas formaliza o término da autorização anterior e a obrigação de reassumir o posto.
Horas depois da publicação, Eduardo Bolsonaro se manifestou nas redes sociais com críticas à corporação. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, escreveu.
Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a @policiafederal.
Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública. pic.twitter.com/7SYUUqjpzg
— Eduardo Bolsonaro?? (@BolsonaroSP) January 2, 2026

