A resposta de Moraes para o pedido de cirurgia urgente em Bolsonaro

direitaonline




Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Jair Bolsonaro (PL) passe por uma perícia médica oficial antes de qualquer liberação para cirurgia.

A avaliação ficará a cargo da Polícia Federal e deverá ocorrer dentro de 15 dias. O pedido partiu da defesa, que solicitou autorização para que o ex-presidente deixasse a prisão temporariamente para realizar o procedimento.

No despacho, Moraes disse que Bolsonaro foi submetido a exames no dia 22, quando teve a prisão decretada. De acordo com o ministro, “não houve registro de qualquer condição médica que indicasse a necessidade de imediata intervenção cirúrgica” naquele momento. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.

(segue) Ele acrescentou que o sistema prisional já oferece ao ex-chefe do Executivo atendimento integral, inclusive por determinação dele próprio após a detenção.

Moraes escreveu que, desde que Bolsonaro foi preso, não há relatos de agravamento súbito que justificassem a urgência apontada pela defesa. O ministro também mencionou exames realizados há cerca de três meses, os quais — segundo ele — tampouco apontavam para uma necessidade imediata de operação.

A solicitação apresentada pelos advogados diz respeito a uma herniorrafia inguinal convencional. A defesa sustenta que houve piora nas últimas semanas, com episódios de dor, desconforto e crises de soluços que afetam sono, alimentação e repouso.




Médicos que acompanham Bolsonaro recomendaram ainda um bloqueio anestésico do nervo frênico, medida que, segundo o relatório, aliviaria “a hiperatividade diafragmática responsável pelos soluços”.

Além da questão médica, Moraes também analisou pedidos de visita feitos pela família. O ministro autorizou que Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro visitem o ex-presidente na próxima terça-feira, entre 9h e 11h. A condição imposta é que os encontros ocorram em momentos distintos, em cumprimento às normas internas da Polícia Federal.

Os advogados voltaram a solicitar prisão domiciliar humanitária. Para a defesa, o estado de saúde de Bolsonaro seria incompatível com o ambiente prisional, e o próprio pedido de cirurgia reforçaria a “precariedade e delicadeza” do quadro clínico.




O ministro, no entanto, não abordou essa solicitação no despacho mais recente, assim como havia ocorrido com o pedido anterior, feito antes da prisão ser decretada.

No mesmo documento, os advogados novamente negaram que Bolsonaro tenha tentado fugir ao romper a tornozeleira eletrônica.

Eles sustentam que o episódio foi fruto de uma “confusão mental” provocada por medicações usadas pelo ex-presidente. “O episódio mostra, por si só, a seriedade e delicadeza do quadro de saúde narrado”, afirmaram. (Foto: STF; Fonte: UOL)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Câmara avança com aluguel consignado; Saiba mais

O projeto de lei que institui o aluguel consignado foi aprovado nesta terça-feira (9) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. A proposta, discutida por mais de dez anos, permite que o valor do aluguel seja descontado diretamente da folha de pagamento do […]