48 empresas deixaram a Bolsa de Valores no governo ‘Lula 3’

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O Ibovespa encerrou a sexta-feira (5) no maior patamar nominal de sua história, alcançando 165.035,97 pontos, em um momento de forte euforia nos mercados. O índice acumulou três pregões consecutivos de alta durante a semana, reflexo do aumento do apetite por risco entre investidores.

Mesmo com o recorde recente, a radiografia da B3 revela uma tendência preocupante. Nos últimos três anos, 48 empresas deixaram o mercado de capitais, de acordo com dados oficiais da bolsa.

Entre outubro de 2023 e outubro de 2025, o total de companhias listadas caiu de 416 para 368, considerando a série histórica da B3 iniciada em maio de 2023. (continua)

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(segue) Entre as empresas que decidiram fechar capital ou migrar para outras estruturas societárias estão nomes relevantes como Cielo, Carrefour Brasil, Santos Brasil, BRF, Grupo Soma, Sinqia, Eletromidia e Eletropar.

A comparação com dados internacionais reforça o alerta. Um levantamento do Banco Mundial aponta que o Brasil tinha 331 companhias abertas em 2024, número inferior ao registrado pela própria B3.




A série histórica da instituição mostra que 147 empresas deixaram o mercado acionário brasileiro apenas no século 21, reduzindo o total de 478 para 331. Em 1986, o país chegou a ter 592 empresas listadas.

No cenário global, o Brasil perde espaço para outros mercados emergentes. Dados de 2024 do Banco Mundial indicam que o país tem menos empresas negociadas em bolsa que Índia, Coreia do Sul, Turquia e até o Chile, reforçando o desafio de ampliar a base de companhias abertas e atrair novos emissores. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

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