A Força Aérea Brasileira confirmou ter realizado o primeiro lançamento real do míssil Meteor a partir de um caça F-39 Gripen, marco considerado decisivo para elevar a capacidade nacional de combate aéreo.
O disparo teve como alvo aeronaves não tripuladas Mirach 100/5, programadas para simular caças em alta velocidade e altitude, de modo a avaliar o desempenho do armamento em um cenário próximo ao real. (Assista ao fim da reportagem)
Segundo a corporação, o ensaio integra o processo de aprimoramento das operações de combate além do alcance visual (BVR, na sigla em inglês Beyond-Visual-Range), fundamental para missões de defesa aérea em situações onde o inimigo não está diretamente visível. (continua)
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O Meteor, descrito como um míssil de última geração, utiliza propulsão do tipo ramjet, que mantém o impulso durante o voo e garante elevado alcance, velocidade e capacidade de atingir alvos manobráveis a grandes distâncias.
O F-39 Gripen, adquirido no programa FX-2, é apontado como o caça mais moderno em operação na América Latina. O acordo firmado com a sueca Saab prevê 36 aeronaves — 28 modelos E (monoposto) e oito F (biposto) — além de um robusto pacote de transferência de tecnologia.
A parceria envolve participação direta da Embraer e a produção nacional de partes do avião, passo considerado estratégico para ampliar a autonomia brasileira na manutenção e na integração de sistemas.
A FAB informou que, após o disparo do Meteor, realizará nos próximos dias um teste similar com o canhão de 27 mm de fabricação alemã instalado no Gripen, em área marítima próxima ao Rio de Janeiro. Somado ao encerramento recente da campanha de reabastecimento em voo com os KC-390, o conjunto de avaliações deve permitir que o caça obtenha certificação completa para atuar em combate a partir de 2026.
O lançamento integrou o exercício BVR-X, iniciado no dia 17 em Natal, cuja sigla faz referência justamente ao emprego de armamentos capazes de atingir alvos além do campo visual direto. Até então, o Meteor só havia sido testado com o Gripen em território sueco.
O míssil pode ser disparado a distâncias entre 100 km e 200 km, mantendo comunicação digital com o caça para ajustes de rota durante o trajeto, o que reduz drasticamente as chances de reação do oponente.
No teste, o alvo foi um drone Mirach 100/5, produzido pela italiana Leonardo, que reproduziu manobras semelhantes às de um caça subsônico. A FAB não divulgou parâmetros operacionais como a distância exata do disparo.
“O lançamento foi o cenário perfeito para verificar e testar como o binômio Gripen e Meteor são eficientes na guerra aérea moderna e contra qualquer tipo de vetor”, afirmou ao site da FAB o comandante da Base Aérea de Natal, brigadeiro Breno Diogenes Gonçalves.
Considerado o míssil mais avançado de sua categoria em circulação, o Meteor supera modelos empregados por países latino-americanos, como o AIM-120C usado pelo Chile e o R-77 utilizado por Peru e Venezuela.
O Brasil, até agora, não dispunha de equipamento equivalente. O Gripen pode carregar até sete unidades do armamento, que alcança velocidades quatro vezes superiores à do som — aproximadamente 4.900 km/h — graças à combinação de propelente sólido e motor ramjet.
Dados do Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo (Sipri) indicam que a FAB desembolsou cerca de € 200 milhões na compra de cem mísseis, valor compatível com o preço estimado do Meteor, que pode chegar a € 2,4 milhões por unidade.
A Força Aérea, porém, não confirma oficialmente custos nem quantidades envolvidas. Atualmente, 11 dos 36 Gripen encomendados em 2014 já estão em operação no país. E mais: Dino nega passaporte emergencial para pai de Figueiredo; Jornalista reage. Saiba mais! (Foto: divulgação; Fontes: Metrópoles; Folha de SP)
? Caça Gripen da FAB lança míssil de R$ 12,4 mi pela 1ª vez. Aeronave disparou modelo europeu Meteor, o mais avançado da América Latina, contra drone na costa do Rio Grande do Norte ?? Leia mais em https://t.co/1WyKW0sqsf pic.twitter.com/vXty80H6cT
— Folha de S.Paulo (@folha) November 28, 2025

