Um novo agroglifo foi registrado na manhã de segunda-feira (3) em uma plantação próxima ao centro de Ipuaçu, no oeste de Santa Catarina. Veja imagens ao fim da reportagem.
O desenho geométrico, visível do alto, chamou a atenção de moradores e rapidamente atraiu ufólogos e curiosos que tentam descobrir a origem das misteriosas marcas no trigo. A própria prefeitura confirmou a ocorrência e compartilhou imagens nas redes sociais.
Os agroglifos são formações circulares em lavouras, geralmente compostas por figuras geométricas simétricas. O fenômeno não é inédito na região: desde 2008, Ipuaçu registra casos semelhantes todos os anos, sempre entre outubro e novembro. As aparições, ainda sem explicação definitiva, já fazem parte do calendário local e movimentam o turismo.
“Verdadeiro ou não, o fato é que os agroglifos já se tornaram uma tradição em Ipuaçu, fazendo parte da identidade e da história local”, destacou a prefeitura em nota. De acordo com o órgão, o evento coloca o município entre os principais pontos de interesse ufológico do país, atraindo visitantes, estudiosos e equipes de imprensa.
Com o novo registro, a cidade reforça sua fama de “capital nacional dos agroglifos” — título informal conquistado ao longo dos anos por abrigar um dos fenômenos mais enigmáticos e recorrentes da ufologia brasileira.
Os agroglifos — também conhecidos como crop circles — são formações em plantações que surgem repentinamente, quase sempre durante a noite, e que apresentam desenhos geométricos complexos.
Embora muitos sejam explicados como obras humanas, criadas com técnicas simples e ferramentas rudimentares, há casos em que pesquisadores e ufólogos apontam características difíceis de reproduzir manualmente, como a dobra uniforme das hastes sem quebra ou marcas de pegadas no terreno.
No Brasil, Ipuaçu é o município com mais registros do tipo, acumulando mais de 15 aparições desde 2008. Em anos anteriores, os desenhos chegaram a medir mais de 50 metros de diâmetro, com formatos que lembravam mandalas ou símbolos matemáticos. Além da cidade catarinense, casos pontuais também já foram relatados no Paraná, Goiás e em Minas Gerais.
Fenômenos semelhantes ganharam fama mundial a partir da década de 1970, especialmente na Inglaterra, nas regiões de Wiltshire e Hampshire. Um dos mais conhecidos é o agroglifo de Alton Barnes, de 1990, que chamou a atenção por sua precisão milimétrica e por ter surgido próximo ao misterioso monumento de Stonehenge.
Desde então, os círculos nas plantações se tornaram objeto de estudo para cientistas, curiosidade para turistas e fonte de inspiração para o cinema e a cultura pop.
Hoje, os agroglifos estão entre os fenômenos mais debatidos da ufologia contemporânea — dividindo opiniões entre os que acreditam em intervenções extraterrestres e os que defendem explicações humanas, artísticas ou naturais para os misteriosos desenhos que seguem aparecendo, ano após ano, nos campos do mundo inteiro.



