O Nubank atingiu 109,3 milhões de clientes no terceiro trimestre de 2025, ficando a apenas 1,2 milhão de contas do Bradesco, atualmente o banco privado com maior base de clientes no país, que possui 110,5 milhões.
A liderança geral, no entanto, permanece com a Caixa Econômica Federal, que conta com 157,5 milhões de clientes. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (23).
Com base no histórico de crescimento, o Nubank deve ultrapassar o Bradesco em breve, tornando-se a instituição financeira privada com o maior número de clientes no Brasil.
Segundo os dados do Banco Central, a fintech lidera o ranking de expansão, registrando 8,54 milhões de novos clientes apenas em 2025, enquanto o Bradesco teve incremento de 1,38 milhão.
Em 2024, o Nubank já havia se destacado com 14,7 milhões de clientes adquiridos, consolidando-se como o banco com maior crescimento anual do país. Ao longo dos últimos anos, a instituição superou importantes concorrentes: ultrapassou o Santander Brasil no terceiro trimestre de 2023, o Banco do Brasil no segundo trimestre de 2023 e o Itaú no quarto trimestre do ano passado.
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O desempenho acelerado reflete não apenas a expansão da base de clientes, mas também a estratégia da fintech de oferecer produtos digitais acessíveis e experiência simplificada, especialmente para consumidores mais jovens e urbanos.
Os números do Banco Central também incluem informações sobre o ranking de reclamações, que avalia queixas consideradas procedentes em relação ao total de clientes de cada banco. Nesse levantamento, o banco Inter lidera o índice, com 3.862 reclamações procedentes e 96,37 pontos.
O top 3 é completado pelo C6 Bank e pelo Bradesco, evidenciando que, apesar do crescimento acelerado, os bancos enfrentam desafios na qualidade do atendimento e na resolução de problemas.
O Nubank, no entanto, demonstra que o crescimento rápido não necessariamente se traduz em um aumento proporcional de queixas, reforçando sua estratégia de produtos digitais eficientes e atendimento digital centralizado.
A tendência, segundo especialistas, é que a fintech continue avançando sobre os grandes bancos privados, consolidando-se como referência no segmento de serviços financeiros digitais. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)
| Empresa | 4º tri. 2024 (milhões) | 2º tri. 2025 (milhões) | 3º tri. 2025 (milhões) |
|---|---|---|---|
| Caixa Econômica Federal | 154,2 | 156,9 | 157,5 |
| Bradesco | 109,1 | 110,1 | 110,5 |
| Nu Pagamentos | 100,8 | 106,5 | 109,3 |
| Itaú | 98,5 | 99,9 | 100,2 |
| Banco do Brasil | 78,1 | 80,0 | 80,9 |
| Santander Brasil | 68,9 | 68,9 | 69,7 |
| Mercado Pago | 60,1 | 62,8 | 66,2 |
| PicPay | 60,2 | 63,9 | 65,6 |
| Inter | 35,1 | 38,2 | 40,1 |
| PagSeguro | 32,8 | 33,1 | 33,7 |
| Banco C6 | 31,5 | 32,1 | 32,5 |
| BTG Pactual / Banco PAN | 25,7 | 26,2 | 26,6 |
| Neon Pagamentos | 25,1 | 26,4 | 26,1 |
| 99 Pay | 21,9 | 23,8 | 24,9 |

