Brasil é o 9º país com mais trabalhadores por visto H-1B nos EUA

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O Brasil ficou na 9ª posição entre as nações que mais conseguiram aprovações do visto H-1B em 2024. Foram 2.641 autorizações concedidas para profissionais brasileiros trabalharem nos Estados Unidos.

O levantamento é dominado pela Índia, que registrou 283 mil vistos emitidos, seguida por China (46.680), Filipinas (5.248), Canadá (4.222) e Coreia do Sul (3.983).

O visto H-1B é direcionado a trabalhadores altamente qualificados, com formação universitária em áreas técnicas e científicas.

Ele é temporário, válido por até três anos, podendo ser renovado por igual período. As empresas que contratam precisam garantir que o estrangeiro receba a mesma remuneração oferecida a cidadãos norte-americanos em funções semelhantes. Em 2024, o salário médio desses profissionais chegou a US$ 120 mil anuais, quase o dobro da média nacional.

No entanto, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) anunciou uma nova regra que pode mudar o cenário: uma cobrança de US$ 100 mil para cada solicitação de visto H-1B. A medida, segundo especialistas, deve reduzir o ingresso de estrangeiros no mercado de trabalho dos EUA.

A Casa Branca esclareceu que o valor não será cobrado de forma recorrente e não afeta os trabalhadores que já possuem o documento. “Esta não é uma taxa anual. É uma taxa única que se aplica apenas à petição”, explicou a porta-voz Karoline Leavitt, em publicação no X.

O montante equivale a quase um ano de salário inicial para parte dos profissionais que entram no programa, levantando críticas sobre o impacto da medida na atração de talentos internacionais.

Após a decisão do presidente Donald Trump de impor uma taxa de US$ 100 mil (cerca de R$ 520 mil) para cada solicitação do visto H-1B, grandes companhias norte-americanas emitiram alertas a seus funcionários estrangeiros. A medida, válida a partir das 00h01 de 21 de setembro (horário do leste), atinge empresas como Amazon, Microsoft, JPMorgan e Meta, que dependem desse tipo de contratação.

O visto H-1B é destinado a profissionais altamente qualificados contratados por companhias dos Estados Unidos, especialmente nas áreas de tecnologia e finanças.

A ordem executiva assinada na sexta-feira (19) estabelece ainda que trabalhadores dessa categoria não poderão reentrar no país após a data de vigência, a menos que a taxa seja paga por seus empregadores.

A Amazon, que em 2024 registrou mais de 9 mil colaboradores com H-1B, foi uma das primeiras a emitir recomendações internas. Em comunicado divulgado pouco antes das 21h da sexta-feira, a empresa orientou:

“Se você tem visto H-1B e está nos EUA: permaneça no país, mesmo que tenha planos de viagem imediata”. Para quem estava fora, a instrução foi clara: “Se você está fora dos EUA com visto H-1B ou H-4, tente retornar antes do prazo de amanhã, se possível”.

A companhia também aconselhou que, caso o retorno antes do prazo não fosse possível, os funcionários deveriam aguardar novas orientações antes de tentar voltar. No sábado (20), a Casa Branca esclareceu que a taxa será aplicada apenas a novos pedidos, sem afetar diretamente os titulares já aprovados.

Ranking de empresas com mais vistos H-1B concedidos

Amazon – 14.667

Tata Consultancy Services – 5.586

Microsoft – 5.189

Meta Platforms – 5.123

Apple – 4.202

Google – 4.186

Cognizant Technology Solutions – 3.681

Deloitte Consulting – 3.180

JPMorgan Chase – 2.440

Walmart – 2.390 (Foto: reprodução; Fontes: Poder360; Exame)

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