As estatais brasileiras registraram déficit de R$ 2,1 bilhões em julho de 2025, o pior desempenho da série histórica para o mês. O levantamento faz parte do relatório Estatísticas Fiscais, divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC). O número superou o recorde anterior, de julho de 2024, quando o saldo negativo foi de R$ 1,7 bilhão.
No acumulado de janeiro a julho deste ano, as empresas públicas federais tiveram resultado negativo de R$ 5,5 bilhões, valor 61% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024, quando o déficit havia sido de R$ 3,4 bilhões. O BC destacou que, apenas em julho, o aumento em relação ao ano anterior foi de quase 24%.
O levantamento não considera empresas como Petrobras, Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal. Segundo a instituição, o foco da metodologia não é avaliar o lucro ou prejuízo dessas companhias, mas sim a demanda de recursos junto ao Tesouro Nacional, evidenciando o impacto que elas exercem nas contas públicas.
Ao incluir estatais estaduais e municipais no cálculo, o déficit acumulado entre janeiro e julho sobe para R$ 8,3 bilhões. Já o setor público consolidado — formado por União, Estados, municípios e estatais — apresentou saldo negativo de R$ 44,5 bilhões nos sete primeiros meses de 2025.
Somente em julho, o setor público registrou déficit primário de R$ 66,6 bilhões, o segundo maior da série histórica para o período.
Outro dado que chama a atenção é o avanço da Dívida Bruta do Governo Geral, que engloba o governo federal, o INSS e os governos regionais. O indicador chegou a 77,6% do PIB em julho, equivalente a R$ 9,6 trilhões, uma alta de 0,9 ponto percentual em comparação a junho. (Foto: Palácio do Planalto; Fontes: Poder360; Veja)

