O Brasil abriu 129.775 vagas com carteira assinada em julho, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado ficou aquém da projeção de economistas consultados pela Reuters, que estimavam a criação de 135.577 postos.
O saldo do mês foi resultado de 2.251.440 contratações e 2.121.665 desligamentos. Apesar de positivo, o desempenho foi o mais fraco desde março deste ano, quando foram abertas 79.521 vagas, e o menor para um mês de julho desde 2020, período marcado pelo início da pandemia, quando o saldo ficou em 108.476.
Na comparação anual, o resultado também mostra perda de ritmo. Em julho de 2024, haviam sido criados 191.373 empregos. No acumulado de 2025, o saldo chega a 1.347.807 postos de trabalho, ligeiramente acima do registrado em 2023 (1.173.720), mas ainda em patamar considerado baixo.
Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em julho. O destaque foi o setor de serviços, com 50.159 novas vagas, seguido pelo comércio (27.325).
A indústria e a construção vieram na sequência, e o setor agropecuário fechou a lista, com 8.795 empregos criados. Os dados por atividade ainda não passaram por ajustes, já que parte das empresas entrega as informações fora do prazo.
Durante a coletiva de divulgação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, foi questionado sobre os possíveis efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Ele afirmou que o impacto estimado pode chegar a 320 mil vagas, mas minimizou os riscos.
“Temos um impacto de, no máximo, na ordem de 320.000, 330.000 (vagas) direto e indireto, 121.000 direto e 210.000…no ano”, disse, citando estudo do BNDES. “Se tudo der errado, vai dar esse impacto…não vai dar tudo errado”, acrescentou. (Foto:

