Geraldo Alckmin (PSB) anunciou que os Estados Unidos aliviaram parte das tarifas aplicadas às exportações brasileiras que utilizam aço e alumínio em sua composição.
O anúncio foi feito após reunião na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (20), quando Alckmin apresentou projetos ligados ao comércio exterior ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Segundo ele, a decisão do Departamento de Comércio norte-americano, que enquadrou esses produtos na Seção 232 do Ato de Expansão Comercial, representa um avanço para a indústria nacional. “Isso melhora nossa competitividade na área industrial”, afirmou.
Até então, aço e alumínio eram sobretaxados em 50% desde a medida imposta pelo governo Donald Trump. Agora, segundo Alckmin, produtos que contenham esses insumos passam a pagar a mesma alíquota aplicada a outras nações.
O impacto, segundo o vice-presidente, abrange US$ 2,6 bilhões de um total de US$ 40 bilhões exportados aos EUA, equivalente a 6,4% das vendas brasileiras.
“Fizemos a conta e dá US$ 2,6 bilhões de inserção de aço e alumínio nas exportações brasileiras, de US$ 40 bilhões de dólares, ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% e vão para a sessão do 232, o que torna igual nossa competitividade com o resto do mundo”, explicou.
Durante participação em um debate político do PT, no sábado (23), em Brasília, Alckmin disse que o país deve superar a crise aberta pelas tarifas.
“Vai passar. Na década de 1980, era 24% a nossa exportação para os EUA, praticamente um quarto das exportações brasileiras. Hoje, é 12%. E o que está afetado é 3,3%. Isso é o que está afetado no tarifaço”, destacou.
Os setores mais prejudicados são os de máquinas, equipamentos, calçados e têxtil. “Indústria de máquinas, equipamentos, calçados e têxtil. Esses são os que sofrem mais. Porque comida, [como] carne, se eu não vendi lá, eu vou ter outros mercados. Não vai cair o mundo. Café, se eu não vendi lá, vou vender em outro lugar. Agora, produto manufaturado é mais difícil de você realocar. Acaba realocando, mas demora um pouco mais”, opinou.
Alckmin destacou que o governo seguirá pressionando pela redução de alíquotas e pela retirada de mais produtos da lista de sobretaxados. Atualmente, cerca de 42% das exportações brasileiras não foram atingidas pelo tarifaço, enquanto 16% foram incluídas em taxas aplicadas também a outros países, como no caso do aço, alumínio e cobre. (Foto: EBC; Fontes: G1; EBC)

