Trump: Brasil levou tarifa maior pelo o que foi feito com Bolsonaro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sair em defesa do ex-presidente Bolsonaro nesta quarta-feira (16), ao comentar a investigação sobre a suposta ‘tentativa de golpe de Estado’ no Brasil. Durante um discurso no qual abordava as novas tarifas comerciais aplicadas a diversos países, Trump aproveitou para criticar a ação judicial contra o líder brasileiro.

Enquanto explicava que as cartas sobre as tarifas seriam, na prática, acordos comerciais, o republicano citou o Brasil como exemplo e criticou o tratamento dado a Bolsonaro.

“E a carta diz que você vai pagar 30%, 35%, 25%, 20%… em um caso 50%, Brasil. E por causa do que eles estão fazendo ao ex-presidente deles, é vergonhoso. Conheço o ex-presidente [Jair Bolsonaro], ele lutou muito pelo povo do Brasil, isso posso dizer”, afirmou.

Trump ainda reforçou sua visão positiva sobre Bolsonaro e criticou abertamente o processo judicial em curso no Brasil. “Eu acredito que ele é um homem honesto e que o que estão fazendo com ele é terrível”, acrescentou.

No dia anterior, o presidente americano já havia classificado a ação penal contra Bolsonaro como injusta, embora tenha feito uma ressalva quanto ao grau de proximidade com o ex-presidente brasileiro.

“Eu acredito que é uma caça às bruxas e não deveria estar acontecendo. Não é que… olha, ele não é como um amigo meu, ele é alguém que eu conheço. E eu o conheço como um representante de milhões de pessoas. Os brasileiros são ótimas pessoas”, declarou Trump na terça-feira (15).

As declarações do republicano acontecem em um momento delicado do processo que investiga a suposta tentativa de golpe liderada por Bolsonaro. Na segunda-feira (14), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou suas alegações finais e apontou que há provas suficientes para condenar o ex-presidente e seus aliados.

Além de Bolsonaro, também são alvos do pedido de condenação os ex-ministros Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

Com o envio das alegações finais da acusação, agora será a vez das defesas dos réus se manifestarem. Depois disso, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, preparar seu voto e marcar a data para o julgamento. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: CNN)

 

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