Valdemar se manifesta sobre escolha de substituto de Bolsonaro

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Desde que Jair Bolsonaro foi declarado inelegível até 2030, a sucessão presidencial de 2026 se tornou um tema delicado dentro do PL. Entre a pressão de setores da centro-direita por um novo nome e a insistência de aliados em manter o ex-presidente como referência, o partido se vê dividido sobre seus próximos passos.

No centro desse impasse está também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), frequentemente lembrado como alternativa, mas alvo de resistência da família Bolsonaro e de parte da própria legenda.

Em meio a esse cenário, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, descartou nesta quinta-feira (25) que o partido já tenha escolhido um candidato para o Planalto em 2026. Segundo ele, apesar das articulações em torno de Tarcísio, Bolsonaro permanece sendo “o nome natural” da sigla.

A declaração, divulgada pela CNN Brasil, ocorre em meio à pressão de setores da centro-direita para que o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seja colocado como alternativa ao Planalto.

Segundo Valdemar, no entanto, Jair Bolsonaro segue sendo a principal figura política do partido, mesmo após ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.

O dirigente se reuniu com o ex-presidente em Brasília para discutir cenários eleitorais, com foco especial nas movimentações para o Senado. “Bolsonaro continua sendo o nome natural do partido”, reforçou.

Enquanto a estratégia presidencial não avança, a prioridade do PL tem sido fortalecer sua bancada no Senado. A sigla filiou recentemente o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e negocia novas adesões, como a do prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (MDB).

Bolsonaro também deve se reunir com Tarcísio na próxima semana. Pessoas próximas ao governador afirmam que ele tende a buscar a reeleição em São Paulo, considerando a resistência da família Bolsonaro a uma candidatura presidencial e a falta de uma base nacional estruturada.

A disputa interna, porém, já gera atritos. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, declarou que será candidato em 2026 mesmo que precise trocar de legenda, caso o partido insista em lançar Tarcísio como postulante ao Planalto.

Outro obstáculo enfrentado por Tarcísio é o seu relacionamento com o Supremo Tribunal Federal (STF). Desde o 7 de Setembro, quando fez críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes, o governador não retomou o diálogo com magistrados da Corte — postura que, em Brasília, foi vista como precipitada e politicamente arriscada. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: InfoMoney)

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