O governo da Venezuela acusou formalmente os Estados Unidos de promover um ataque militar contra o país na madrugada deste sábado (3). A denúncia foi divulgada por meio de um comunicado oficial lido em rede nacional pela televisão estatal venezuelana, no qual o regime classificou a ação como uma grave agressão internacional contra seu território.
Segundo a nota oficial, a ofensiva teria atingido áreas civis e militares da capital, Caracas, além de regiões dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
No texto, o governo afirmou que a “República Bolivariana da Venezuela rejeita, condena e denuncia perante a comunidade internacional a grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana nas áreas civis e militares da cidade de Caracas, capital da República e dos estados de Miranda, Aragua e Laguaira”. (continua)
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(segue) O pronunciamento sustenta que a ação norte-americana representa uma violação direta da Carta das Nações Unidas, especialmente dos dispositivos que tratam do respeito à soberania nacional, da igualdade jurídica entre os Estados e da proibição do uso da força em relações internacionais. De acordo com o regime, o episódio coloca em risco a paz e a estabilidade global, com impactos diretos sobre a América Latina e o Caribe.
Na declaração, o governo venezuelano também atribui motivações econômicas à ofensiva dos Estados Unidos. Segundo o comunicado, Washington teria como objetivo “confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar a independência política da nação pela força”.
Diante do cenário descrito, o regime anunciou a ativação de um “estado de comoção externa”, medida prevista para situações de ameaça à soberania nacional. O governo afirma que a decisão foi tomada após os supostos bombardeios em zonas civis e instalações militares.
O texto oficial faz ainda um apelo à união da sociedade venezuelana, destacando a necessidade de coesão interna diante da crise. “É hora de haver unidade nacional acima de quaisquer diferenças ideológicas de qualquer espécie”, diz o comunicado.
Em tom mais duro, a declaração conclui com uma convocação à mobilização popular e ao enfrentamento armado. Segundo a mensagem, o país “seguirá para a luta armada” e que “todo o povo venezuelano deve se mobilizar” em defesa da soberania nacional.
Ao final, o governo orienta a população a acompanhar apenas os canais oficiais de informação, recomendando que os cidadãos permaneçam atentos às comunicações estatais para “evitar a ansiedade e manter a calma e a paz diante dessas circunstâncias”. (Fonte: CNN)

